“Tréguas de Natal”, Europa I Guerra Mundial:

“E de repente o silêncio é quebrado. Das trincheiras alemãs, ouve-se alguém cantando. Os companheiros fazem coro e logo há dezenas, talvez centenas de vozes no escuro. Cantam “Stille Nacht, Heilige Nacht”. Atônitos, os britânicos escutam a melodia sem compreender o que diz a letra. Mas nem precisam: mesmo quem jamais a tivesse escutado descobriria que a música fala de paz. Em inglês, ela é conhecida como “Silent Night”; em português, foi batizada de “Noite Feliz”. Quando a música acaba, o silêncio retorna. Por pouco tempo.

“Good, old Fritz!”, gritam os britânicos. Os “Fritz” respondem com “Merry Christmas, Englishmen!”, seguido de palavras num inglês arrastado: “We not shoot, you not shoot!”(“Nós não atiramos, vocês também não”). (1)

Em 2019 a esquerda conseguiu endurecer os corações: ninguém, no mundo comunista, ousa bradar: “Feliz Natal, nós não atiramos”.

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Aqui, bem próximo de nós, temos a Venezuela açoitada por Maduro. “Um monitoramento realizado pelos professores da Unidade Democrática do Setor Educacional (Udse) da Venezuela estimou uma redução de 35% no número de alunos matriculados nas escolas do país durante o ano letivo 2018-2019″. (2)

Se Maduro conhece as “Tréguas de Natal” abriria os cárceres dos prisioneiros políticos e certamente extinguiria a terrível SEBIN; ele se compadeceria das Mães que vêm seus filhos pedirem pão … ele pediria perdão pela ditadura bolivarianista e pelo exilio de milhões de venezuelanos.

Os hospitais teriam medicamentos e os pacientes seriam atendidos.

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Mais acima, nas Antilhas, a ditadura Castro, completa 60 anos de opressão e escravidão. Raul Castro ou Diaz Carrel – ninguém sabe o que significa essa dupla exótica que tiraniza a Ilha — , publicaria o “Indulto de Natal” e os presos políticos poderiam rever suas famílias. As “damas de branco” teriam livre acesso à Imprensa e o Granma (pasquim oficial do PC) pediria perdão oficialmente, ao povo cubano.

E os “médicos cubanos” deixariam a condição “análoga ao trabalho escravo”.

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Na Coreia do Norte, as fronteiras seriam abertas, a imprensa internacional percorreria o País fotografando e entrevistando. Kim Jong-un distribuiria “Contos de Natal”.

Pelo contrário temos um “presente indesejado” de Natal: “Novas imagens de satélite indicam que a Coreia do Norte construiu uma nova estrutura em uma fábrica de equipamentos militares usados para o lançamento de mísseis balísticos intercontinentais, relatou a Associated Press. As informações chegam em meio a preocupações sobre um novo teste de mísseis de longo alcance que pode ser conduzido por Pyongyang nos próximos dias”. (2)

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Mais sintomático, mais emocionante, seria a abertura da “cortina de bambu” (a versão asiática da “Cortina de Ferro”).

O Acordo Vaticano-China permitiria às igrejas bimbalharem os sinos, a Missa do Galo livremente celebrada, a profissão da Fé Católica sem que os lacaios de Xi Jinping espionassem, aprisionassem ou intimidassem os sacerdotes a se filiarem à Igreja Patriótica.

O “Indulto” de Xi Jinping permitiria que jovens com menos de 18 anos pudessem frequentar os templos católicos e receber aulas de Catecismo.

Xi Jinping se lembraria dos campos de “re-educação” (eufemismo para encobrir a realidade) dos uighures e concederia “Indulto de Natal” a um milhão de prisioneiros.

Concederia aos jovens de Hong Kong a liberdade de escolher o seu próprio destino, ou seja, o anticomunismo. A “trégua de Natal” libertaria 5 mil jovens detidos pelo único motivo de serem pró liberdade, pró eleições livres.

Xi Jinping se lembraria dos 70 milhões de mortos pela Revolução Maoísta, pediria perdão à China, pediria perdão ao mundo. Ordenaria uma Nurenberg do Comunismo Chinês.

Daria ordens às empresas chinesas para cessarem a espionagem internacional; e a Huawei, por exemplo, passaria a ser uma simples empresa de tecnologia à serviço do desenvolvimento, como o são as empresas ocidentais.

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Mas a esquerda, porque é igualitária, ateia e materialista, odeia a desigualdade, não conhece as “tréguas de Natal” porque seu coração foi endurecido pelas doutrinas sectárias de Marx, Lenin, Mao.

E ainda tem gente, “ingênua” que acredita na boa fé de comunistas. A esquerda não pode compreender que um Deus se fez Menino para habitar entre nós, que possa nos trazer as alegrias de Natal, e redimir a Humanidade.

(1) https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/tregua-natal-1914-historia.phtml

(2) https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/breves/chile-pinera-lei-plebiscito-nova-constituicao/

(3) https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/satelite-presente-natal-coreia-do-norte-missil-intercontinental/

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