Lúcifer: o eterno fracassado. Gravura de Gustave Doré.

A notícia vem da França, onde os católicos franceses estão mobilizados contra a influência de grupos satânicos em um festival de rock, que deve realizar-se entre os dias 18 a 20 de junho, na bela cidade medieval de Clisson, perto de Nantes.

O festival, que tem o nome alemão de “Hellfest” – que significa “Festa do Inferno” – reúne desde 2006 grupos musicais ditos de “rock metal” mas também alguns grupos roqueiros afiliados ao satanismo, que lançam brados de ódio à Deus, à Religião e pregam a violência. Os mais radicais, como o grupo “Impaled Nazarenne”, exaltam “Satã, meu senhor…” e outros como o grupo “Haemorrhage” incitam a que sejam “derrubados os anjos do Céu” e a que “se violem as freiras, se enforquem os padres e se degolem os cristãos”.

Entre outras associações, a entidade de leigos católicos Avenir de la Culture” lançou uma petição protestando contra a realização do festival, em mensagem dirigida ao ministro da Cultura, Frédéric Mitterrand que, em uma escandalosa declaração, defendeu a “Festa do Inferno” alegando que se trata de “uma expressão artística” que tem seu lugar numa “diversidade cultural” e cuja “riqueza” impõe respeito.

Avenir de la Culture” mobiliza os seus aderentes para se insurgirem “com indignação” contra a inconcebível defesa do ministro da Cultura à “Festa do Inferno”, no “contexto de uma ofensiva anticristã” por que passa atualmente a França. A entidade lembra que um tribunal do país condenou recentemente um grupo “black metal” que, em março de 2009, promoveu atos de vandalismos e incêndios em 12 edifícios religiosos na região de Finistère.

A proliferação de atos de ódio à Fé católica fez com que grupos de católicos criassem em 2003 uma página de internet (www.indignations.org) para registrar as profanações, vandalismos e atos de ódio contra símbolos religiosos e contra a fé cristã. Quem visita este site fica aterrado pela expressiva documentação de centenas de atos violentos contra igrejas, capelas e cemitérios.

Para “Avenir de la Culture”, a “Festa do inferno” de 2010 abre-se num contexto de uma França que sofre uma onda anticristã, ou mais claramente, de uma maré de “cristofobia”.