Combate à pobreza supera todas as metas, mas Obama e a “esquerda católica” parecem não saber

Africa alimentos 02, Uganda
Os extremamente pobres caíram de 2,6 bilhões em 2000 para 836 milhões em 2015

No ano 2000 a ONU propôs, entre os objetivos sociais a serem alcançados pelos países membros, a meta de reduzir pela metade o número dos que vivem na pobreza extrema na terra (definida como uma renda inferior a cinco reais por dia).

Para o grande jornal italiano “Il Corriere della Sera”, que comentou a meta em editorial, esta pareceu utópica.

Porém, 15 anos depois, a meta não só foi atingida, mas superada com folga. Segundo a mesma ONU, os extremamente pobres caíram de 2,6 bilhões em 2000 para 836 milhões em 2015.

O jornal acenou respeitosamente para a contradição entre os dados da ONU e os discursos do Papa Francisco I e do presidente Obama, feitos na mesma sede dessa organização mundial.

Os dois máximos representantes da ordem espiritual e temporal fizeram discursos em que pareciam desconhecer esse dado fundamental e adotar a demagogia barata das esquerdas mundiais.

O jornal italiano sublinhou os índices impressionantes da redução da pobreza extrema na China e no sudeste da Ásia, onde a queda foi de 84% do total dos extremamente pobres.

Na América Latina, a redução da pobreza extrema foi sumamente bem-sucedida: queda de 66%.

Na África, os números não foram tão bons, mas são dignos de menção: a categoria dos mais pobres diminuiu 28%.

O jornal observou que essa melhora histórica deve ser atribuída ao dinamismo do capitalismo privado, sobretudo nos “tigres asiáticos” e em países como o Brasil.

Escola na Uganda
Entre 2000 e 2015 foram colossais os progressos na educação básica

E os progressos econômicos não foram os únicos entre os mais pobres. 

Por exemplo, no campo sanitário reduziu-se pela metade a mortalidade infantil na África subsaariana, enquanto foram colossais os progressos na educação básica: 90% das crianças hoje vão à escola, e 80% completam todo o ciclo.

Lendo esses dados, é-se levado a perguntar que motivação leva a CNBB, o Papa Francisco e presidentes como Obama a ficarem enfiando farpas contra o regime de propriedade privada, a livre iniciativa e a capitalização pessoal.

Não deveriam eles, que se apresentam como zelosos dos mais necessitados, humanitários e misericordiosos, elogiar esses resultados e promover o sistema que os produziu?

Mas nada ouvimos nesse sentido da parte desses líderes. Como explicar tão enorme e enigmática contradição?