Exército Brasileiro: sua realidade, lutas e desafios

O Clube Homs, em São Paulo, situado na Avenida Paulista, a artéria mais simbólica da cidade, foi palco de um evento altamente prestigioso que superlotou seu auditório.

Tratou-se de uma conferência promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira — ali representado por vários de seus diretores e cooperadores. O palestrante era o General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho, atual Comandante Militar do Sudeste.

Por volta de 250 pessoas, entre militares de alta e média patentes, seminaristas, advogados, distintas senhoras e moças, homens de todas as idades, acorreram pressurosos para participar às 19 horas do dia 15 de março daquela sessão, que foi aberta pelo Dr. Plinio Vidigal Xavier da Silveira, no lugar do presidente do Instituto, Dr. Adolpho Lindenberg, momentaneamente impossibilitado de fazê-lo.

Falando com desembaraço e segurança sobre o tema “Exército Brasileiro: sua realidade, lutas e desafios”, o general de quatro estrelas — as quais simbolizam o mais alto posto do Exército brasileiro em tempo de paz — atraiu a atenção do auditório, sendo várias vezes interrompido por aplausos.

O General Ademar foi Instrutor nas principais Escolas Militares, chefiou o Centro de Comunicação Social do Exército, participou de missões no Exterior e comandou a 5ª Região Militar (5ª Divisão do Exército), entre outras importantes funções.

General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho
Da esquerda para direita: Dr. Eduardo de Barros Brotero, Vice-Almirante Luiz Guilherme Sá de Gusmão (Comandante do 8º Distrito Naval em São Paulo), Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança, General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho e Dr. Plinio Vidigal Xavier da Silveira.

Durante 90 minutos ele discorreu sobre a importância da hierarquia e da obediência dentro do regime militar, carreira que, acentuava ele, ninguém está obrigado a seguir; estendeu-se sobre o papel dos destacamentos e patrulhas de fronteiras como marco da segurança nacional; sobre a atuação pacificadora do Exército, não só nas favelas e locais de risco, mas também no Exterior, como é o conhecido caso do Haiti; sobre o papel desbravador dos militares, tanto na construção de estradas e aeroportos como na transposição de águas fluviais; criticou o modo sensacionalista de certa imprensa noticiar os fatos, inclusive os que dizem respeito ao Exército; falou da necessidade da corporação militar contar com maiores recursos para sua modernização.

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Além do Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança, ocupava lugar de destaque na mesa o Vice-Almirante Luiz Guilherme Sá de Gusmão, Comandante do 8º Distrito Naval em São Paulo, bem como alguns diretores do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Notícia sobre o evento, publicada na edição de 17 de março do jornal “O Estado de S. Paulo”, salienta que o General “não falou diretamente sobre a Comissão da Verdade, mas não a esqueceu: ‘Nós olhamos para o futuro. Não olhamos pelo espelho retrovisor’”. Ademais, “‘somos o quinto país em extensão territorial e a sexta economia do mundo. Um país como esse precisa de Forças Armadas à altura da posição que ocupa’, disse”.

A exposição foi toda ela ilustrada com slides e fotos explicativas, o que facilitou o seu acompanhamento pelos presentes.

Após respostas a algumas perguntas enviadas por escrito, a sessão foi encerrada com breves palavras do Príncipe D. Bertrand, que agradeceu a presença do General e das demais autoridades. Falou depois sobre a importância para a unidade nacional do fato de a população brasileira ser majoritariamente católica e salientou o papel histórico das Forças Armadas em favor dessa unidade, desde Guararapes, no século XVII, até a defesa contra as ameaças do comunismo.

Em seguida, os presentes foram convidados a dirigir-se ao hall de entrada para um coquetel, que foi ocasião para animadas conversas que se prolongaram ainda por muito tempo.