O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sempre sustentou a identidade ideológica, de metas e métodos entre o nazismo e o comunismo. Transcrevemos trechos de seus comentários analisando o discurso de Hitler no Reischtag, pró Rússia.

“Escrevemos no momento em que os vespertinos publicaram o discurso do Sr. Hitler no Reischtag. Ignoramos ainda qual está sendo, pelo mundo inteiro, a repercussão que está tendo. Mas desde já estamos habilitados a fazer algumas observações relativas às palavras do Chefe do nazismo alemão.

Hitler ostenta suas relações com a Rússia comunista

“A primeira observação se refere às relações com a Rússia soviética. Ninguém se pode esquecer das condenações retumbantes – e aliás fundamentadas – com que o chanceler alemão e a imprensa nazista fulminavam as relações diplomáticas mantidas pela França e pela Inglaterra com a Rússia soviética. Dessas relações internacionais, nazistas e fascistas deduziam que existia no mundo um grande bloco comunista, declaradamente na Rússia e veladamente bolchevista na França e na Inglaterra. E que os totalitarismos da direita iriam iniciar uma guerra santa contra essa conjuração monstruosa de (…) revolucionários rubros.

“Entretanto, os interesses da propaganda política sopram agora por outros quadrantes. E por isto o Sr. Hitler ostenta escancaradamente suas ligações com Moscou.

E o anticomunismo? Onde ficou ele?

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“A este propósito, devemos lembrar que, da simpatia do Sr. Hitler, não adveio para a Rússia tão somente oportunidades para calcar aos pés uma parte da Polônia católica, submetida desde já a uma intensa sovietização.

“Além disto, a Estônia, a Letônia e a Finlândia, uma depois da outra, estão caindo sob o jugo comunista, e daqui a pouco o mar Báltico será um oceano soviético, exceção feita – durante quanto tempo? – do litoral sueco.

“Não se incomoda o Sr. Hitler com este alastramento do comunismo?

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“Ainda a este propósito, outra observação interessante. O nazismo não age apenas através de elementos filiados à suas organizações, o mesmo se dando com outros “ismos” congêneres. Há totalitaristas encapotados, que fingem nada ter que ver com o nazismo, mas que morrem de amores… mais ou menos desinteressados, por ele.

“Ora, é curioso notar como tal gente perdeu inteiramente seus pruridos anticomunistas. Em certos círculos onde se apresentava, com razão, o comunismo como um precursor do anticristo, e, onde se criticava de boa vontade os católicos do mundo inteiro por não trabalharem suficientemente contra o comunismo, onde estão agora as belas declamações de outrora? Não são mais anticomunistas? (…)

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A situação da Polônia face às abomináveis heresias do nazismo e comunismo

“Quanto à Polônia, temos também uma observação a fazer. Neutros, como católicos, e neutros como brasileiros, quando se trata de questões políticas europeias nada temos a dizer.

“Entretanto, tudo quanto diz respeito à Santa Igreja não nos pode deixar indiferentes, e uma neutralidade entre a Igreja e seus inimigos seria para nós um crime abominável. Por isto mesmo, se bem que continuemos neutros sob o ponto de vista político e militar, não podemos nos desinteressar dos destinos espirituais da Polônia que arrancaram recentemente ao Santo Padre tão amargas lágrimas.

“Por isto, muito desejaríamos saber se a situação que se propõe à Polônia é suficientemente segura para permitir, ao menos dentro do território independente, uma altiva repulsa às ideologias heréticas e abomináveis do nazismo e do comunismo. Em caso afirmativo, a paganização da Polônia será limitada. Em caso contrário, sua independência será uma farsa. Este ponto capital mereceria ser esclarecido”.

https://pliniocorreadeoliveira.info/LEG7_391008_Hitler_comunista.htm

 

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