O jornal “Polska The Times” abre sua primeira página da edição de 28 de outubro pp. com a manchete “Uma revolução cultural”, aludindo as próximas batalhas ideológicas no Sejm (parlamento polonês) recém-eleito, que inicia seu novo período legislativo neste dia 8 de novembro.

O jogo já começou antes da hora com a apresentação de uma moção oficial do Movimento Palikot (RP), ateu e de extrema esquerda, ao porta-voz do Sejm, para que seja removido o crucifixo de madeira que está afixado na sala de sessões do parlamento. “A presença da cruz constitui uma violação permanente da neutralidade da autoridade pública”, diz o documento dos esquerdistas ateus. Por sua vez Jaroslaw Kaczynski, líder do principal partido da oposição governamental “Lei e Justiça”, condenou severamente o pedido do Movimento Palikot, afirmando que “cada nação tem sua própria tradição e aqueles que querem eliminá-la, na verdade, querem eliminar toda a nação”.

Outras questões polêmicas estão em pauta, capazes de agitar vivamente os debates parlamentares, tais como as propostas sobre a legalização de uniões homossexuais e lésbicas, o processo de fertilização in vitro, a liberalização da lei do aborto, bem como legalização da maconha. O “aceleramento de disputas ideológicas no Sejm será imposta por dois partidos de esquerda: a Aliança Esquerda Democrática (SLD) e o RP que procuram conquistar ambos o eleitorado de esquerda”, explica o Polska Times.

Nas eleições de outubro, o RP, que se apresentou pela primeira vez, obteve 10%, enquanto que o SLD 8% dos votos. Mais um país em que as esquerdas entram numa ofensiva radical para destruir os valores que constituem a base da Civilização Cristã. Infelizmente esses movimentos demolidores do cristianismo põem com razão suas esperanças na traição de alguns representantes da ala conservadora, para atingir as suas metas. Foi o que aconteceu recentemente na Polônia, quando um abaixo-assinado de mais de 500 mil poloneses pedindo a proibição do aborto foi rejeitado pela comissão parlamentar, por causa da abstenção ou ausência de deputados católicos.

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