Pecado contra a sabedoria

“O Senhor zomba deles”

Disse Deus ao rei Salomão: Pede-me o que desejas, que eu te darei. […] Salomão respondeu: Dignai-vos conceder-me a sabedoria e a inteligência” (II Crônicas, 1, 7-10). E Deus muito se alegrou com esse pedido do rei, porque a sabedoria é um dom excelso entre todos.

Por essa mesma razão, um dos pecados que mais degrada o homem é o pecado contra a sabedoria. Ele torna o homem insensato, faz com que perca o rumo das coisas e se extravie em caminhos sem eira nem beira. Leva-o a uma espécie de loucura. Não àquela loucura orgânica, que pode ser constatada medicamente, mas a um desvario da alma pelo qual ficam totalmente transtornadas as noções de ordem, hierarquia, bem e mal, verdade e erro, perde-se o bom senso.

Padecem dessa insensatez, por exemplo, os ecologistas de certo tipo, que invertem a ordem das coisas a ponto de colocar a vida animal acima de tudo, atropelando inclusive as conveniências humanas. Proíbem a caça e chegam a vituperar quem se defende do ataque de um bicho. Como se os animais não se comessem uns aos outros! O resultado é que a própria natureza se vinga.

Na Flórida (EUA), serpentes das maiores do mundo realizaram uma verdadeira invasão

Ainda há pouco, na Austrália, a proliferação dos camelos tornou-se um problema de grandes proporções, a ponto de o governo ver-se obrigado a eliminá-los a bala, utilizando helicópteros, pois estavam destruindo o meio ambiente. Na Flórida (EUA), serpentes das maiores do mundo realizaram uma verdadeira invasão e já começavam a atacar as pessoas.

O aumento excessivo no número de javalis em Berlim levou a prefeitura da capital alemã a permitir a caça desses animais.

Já se fala correntemente em castrar e esterilizar animais domésticos, devido a sua proliferação incontida.

Agora, no Paraná, a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento alerta em seu site:

“O Conselho Estadual da Sanidade Agropecuária (Conesa) debateu na segunda-feira (3-10-2011) a proliferação de animais e pragas indesejáveis no meio rural. É o caso do crescimento das populações de formigas cortadeiras – presentes em mais de 200 municípios paranaenses – e dos macacos-prego, que podem destruir até 50% dos pinus com idade de até cinco anos (…). Os animais atacam as áreas de florestas plantadas em busca da seiva de plantas jovens de pinus (…) Os macacos se deslocam de uma planta para outra por via aérea para evitar os predadores que estão no solo (…) A infestação de formigas cortadeiras (Saúva e Quenquém) é outra preocupação no Paraná. Elas atacam as pastagens e concorrem com os bovinos. Com a concorrência, diminui a oferta de alimentos aos animais de produção”. (http://www.seab.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=4905).

Tais notícias põem em realce como a própria natureza se vinga do homem quando este, em vez de utilizá-la com equilíbrio e bom senso, a considera como uma espécie de divindade intocável.

É oportuno, pois, lembrar o que diz a Sagrada Escritura: “Aquele, porém, que mora nos Céus, se ri; o Senhor zomba deles” (Ps 2,4).