O mundo moderno viu-se envolto numa falsa miragem de felicidade, do gozo da vida longe do cumprimento do dever.

Transcrevemos um trecho da conferência do Prof. Plinio sobre a verdadeira e a falsa noção de felicidade.

“Um é o conceito segundo o qual a felicidade nesta terra consiste em gozar a vida, e outro é o conceito segundo o qual, nesta terra mesmo, a felicidade consiste em ter conhecido o verdadeiro ideal e o ter servido heroicamente, com sacrifício, ainda que pesadíssimo. E com tanto mais alegria quanto mais pesado foi o sacrifício.

“Os senhores estão vendo duas considerações, dois modos de ver que se apartam diametralmente um do outro. Uma consideração é de tal maneira grande, que ela é até incalculável. Tudo o que nós possamos excogitar, para nos dar um ideia do que é que pode ser a nossa felicidade no Céu, não é de nenhum modo suficiente para compreender o abismo de felicidade em que está imersa a última das almas do Céu. Porque é uma felicidade completa. Tem graus, mas é completa. Para cada um ela é completa. O mesmo se pode dizer (das penas) do inferno.

“Mas, há uma outra idEia que está por detrás disso. É que nesta terra mesmo, há mais alegria em morrer depois de ter realizado uma obra, em morrer depois de ter servido à causa verdadeira, há mais alegria nisso do que em viver como um paxá. Esta é a tese que os paraquedistas franceses exprimiam daquele modo que nós já comentamos várias vezes: “Mais vale a pena ser uma águia um minuto, do que sapo a vida inteira“.

Uma situação psicológica favorável à ação da graça

“Esses bens da alma, quando a gente fica longamente privados deles, os povos começam a sentir fome deles e não se aguentam mais sem eles. Então começa a vir uma nova era histórica que pede a restauração dos bens da alma.

“Nós estamos num período de que houve uma saturação criminosa. Nós caminhamos para um ponto onde essa saturação deve morrer, e a apetência das grandes coisas deve voltar com uma fome de leão”.  https://pliniocorreadeoliveira.info/DIS_SD_720916_felicidade_idealista_egoista.htm#.Xh-2rchKguU

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Peçamos à Nossa Senhora Aparecida a graça de compreender o abismo para o qual estávamos caindo — quer como indivíduos, quer como Nação — e aproveitemos a lição dos fatos para adquirir a verdadeira noção da felicidade no cumprimento do dever. Assim se constrói o novo Brasil.

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