Era assim mesmo… depois que os dois garotos haviam feito uma daquelas peripécias como escalar a estante da sala, lá vinha a mãe com o cinto preto já reservado para o ofício. Não havia desculpa. O aviso já tinha sido dado: “Não suba aí, senão…” Com alguns movimentos rápidos, a progenitora deixava umas três ou quatro marcas do couro nas pernas dos pequenos infratores. Posso garantir, pois eu era um deles, que ardia um pouco e até alguns lágrimas rolavam dos olhos meus e do outro menino desobediente, meu irmão mais novo. Mas pensando hoje naquelas correções, mais de vinte anos depois, me vem uma certeza: minha mãe tinha razão ao nos punir.

Acho que você, caro leitor, que já tomou correções – proporcionadas e moderadas como as do gênero acima – também pensa da mesma maneira. Nossos pais agiram bem em castigar. Aliás, um castigo razoável dados pelos pais aos filhos é bem o cumprimento da doutrina revelada por Deus: “Quem poupa a vara ao filho, odeia seu filho; quem o ama, castiga-o na hora precisa.” (Prov. 13-24).

Bem, não é o que pensam alguns dos nossos governantes e ex-governantes. A Câmara Federal deu início, no dia 27 de setembro de 2011, a discussões sobre a Lei da Palmada, projeto de lei que proíbe a aplicação de castigos corporais e tratamento cruel em crianças e adolescentes [1].

A discussão é velha, até o ex-presidente Lula já se intrometeu no assunto: “Todo mundo sabe que o tempo da palmatória não educava mais do que o tempo da conversa”[2], afirmou.

De fato, a crueldade ou castigos desmesurados aos filhos devem ser repudiados. Mas a tal lei não faz esta importante distinção. Todo e qualquer castigo dado aos filhos é mal visto por essa lei.

Conversar com os filhos faz parte da educação, mas punições físicas moderadas também são necessárias. Prefiro achar que minha mãe e Deus estavam certos, não o Congresso Nacional e o ex-presidente Lula.

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1. http://noticias.r7.com/brasil/noticias/camara-comeca-hoje-a-discutir-a-lei-da-palmada-20110927.html
2. http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lula-diz-que-conversar-e-melhor-do-que-bater-sobre-projeto-que-proibe-castigos-corporais-20100714.html

8 COMENTÁRIOS

  1. sou do tempo em que se levava palmadas,e muitas, e hoje com meus filhos (2) não economizo quando for necessário,nunca espancar, pois mamãe chegava a esse extremo(mas agradeço assim mesmo) não há congresso nenhum que vá me impedir umas boas palmadas quando for preciso,eles não me sustentam em nada,não pagam minhas contas, é sim, o contrário pois estamos sendo surrupiados o tempo todo.

  2. Sou da sua época e já passei por isso, hoje agradeço a DEUS.Vejam bem meus irmãos, quando alguèm do mundo bate em nossos filhos, batem com ódio que pode até levar a morte, quando nós batemos, batemos com amor para corrigir, são situações completamente diferentes. Não confundam liberdade com liberdinagem, são coisas completamente diferentes. Tenho saudades do meu tempo, onde o respeito ao ser humanto era levado a sério. Íamos as missas todo domingo de manhã, eu era coroinha, eramos pobre materialmente, mais muito rico espiritualmente, pois tinhamos como referência JESUS. Os filhos hoje são muitos largados, não tem acompanhamento dos país que por sua vêz preferem se verem livre deles, colocando em creche, escola paga período integral, etc… , não o vendo crescer e assim não dando a devida educação CRISTÃ.

  3. Educar faz parte da obrigação dos pais. Quando não conseguem com palavras ,devem usar as palmadas sim, sem violência. Se não corrigem na hora certa e dão muita liberdade, mais tarde ,com certeza vão se arrepender.
    Educando, a criança estará preparada para a vida,conhecerá seus limites , seus direitos e suas obrigações, tornando-se assim um adulto crítico e cosciente, respeitando o seu próximo e as Leis de Deus.

  4. A intromissão do Estado na família faz mal à família,à nação… Umas palmadas, castigos,nunca fizeram mal a ninguém… Correção pelos pais , pela família, educa.Na filosofia socialista tirar o direito da família, dos pais sobre a educação dos filhos através de leis é objetivo para se ter um Estado todo poderoso…

  5. Sou também da época que a cinta cantava, quando o erro ecoa-va, e digo mais, não me tornei criatura revoltada por isso, agradeço aos meus pais por cada surra dada. Soa masoquista, mas na verdade é a mais pura verdade, hoje muitos preferem fechar os ouvidos, calar os olhos e cegar a boca, em desfavor de educar seus filhos para uma sociedade mais justa e pacifica, sobre o pretexto de ou estar muito cansado, ou mesmo com a cabeça cheia de problemas. Se colocar um filho no mundo, assuma a responsabilidade, crie com a amor, eduque com pulso, não seja autoritário, mas não esconda a severidade quando lhe faltar o respeito, e sim, converse bastante mostrando que o erro é o caminho do fracasso e a reincidencia é podado com a aplicação de punição fisica. Não se deve confundir o resoar da cinta com maus tratos, mas sim, ela deve ser aplicada de maneira justa e racional, a ponto de formar bons cidadãos de amanhã. Faço das palavras do colega acima as minhas e nas de DEUS a verdade, e pela verdade se repete : “Quem poupa a vara ao filho, odeia seu filho; quem o ama, castiga-o na hora precisa.” (Prov. 13-24).”, além do mais, não é a sociedade que educa com o amor de quem os gera, logo, não se faz justa a necessidade de tolher o ato de educar sobre o pretexto de maus tratos, pois nem todos agem da mesma forma.
    Infelizmente vivemos o tempo do inverso, onde o certo é o errado e o errado é o certo, do medo sobre a certeza e dos cegos, que apesar te terem seus olhos abertos, ainda sim preferem continuar cegos para não ter que assumir suas verdadeiras responsabiliades com criatura humana.

  6. Prestem atenção nas novelas e noticiário revelando “violência contra crianças” e saberão a preparação que a TV, a pedido e patrocínio do governo do PT, faz para nos conscientizarmos da necessidade de punir a sociedade com jovens delinquentes e sem correção.

  7. Não precisamos provar nada, os fatos estão aí para quem quiser ver. Desde o aluno que agride a professora e ainda é apoiado pelos pais ele certamente não vai receber a punição exemplar porque a política dos DIREITOS HUMANOS não permite nem mesmo quando se tornar político corrupto. A culpa é de quem não faz nada para mudar isso, começando por si mesmo.

  8. Ainda há pouco lia sobre “entregar filhos rebeldes para outras familias educarem! Minha mãe também usava do mesmo expediente e eramos obedientes, senão…
    A palavra “obedecer” significa fazer o que é correto, o que é justo; e “castigo” tem o mesmo radical que castidade. Correto e justo é o caminho a trilhar na vida e na sociedade. Minha mãe já dizia “A justiça começa em casa”. E castigo é sinonimo de misericordia de Deus, um retorno à vida honesta e digna de ser vivida. Minha mãe nãos nos castigava só porque aprontávamos, bastava ameaçar e ralhar, as vezes só de olhar já sabíamos. Castidade, vamos entender que quando vamos a uma feira de alimentos tomamos a fruta mais bem formada, sadia. Já dizia Socrates “Educai as crianças e não será necessário punir os homens!
    Como Lula e seus adeptos de ideologia socialista/comunista não entendem nada de obedecer e castidade, pelo contrario, desobediencia às leis ja demonstraram isso, e quanto à moral e bons costumes estamos tentando batalhar contra.
    Uma coisa me deixa perplexo, eu que fui professor. Trata-se do artigo 4 do ECA. Lá diz: “É dever da familia, da comunidade, da sociedade em geral e do poder publico…” nesta ordem! quando o peralta e desobediente passa por todas aquelas etapas e ninguém pode com ele (a), ao final vem a Lei aplicar medidas socio-educativas ao menor. A questão é: por que não aplicar medidas socio-educativas antes de todo problema a ser gerado pelo menor?
    Na Africa tem um pensamento assim: “É necessário uma aldeia toda para educar uma criança!”

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