Um dogma que desperta o ódio do homem igualitário

Neste dia 8 a Igreja celebra a festa da Imaculada Conceição. Em memória desta data, transcrevemos comentário de Plinio Corrêa de Oliveira, extraído de conferência em 16-6-1973. [sem revisão do autor]

Monumento que o Bem-aventurado Papa Pio IX mandou erigir na Praça de Espanha, em Roma, após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição
Monumento que o Bem-aventurado Papa Pio IX mandou erigir na Praça de Espanha, em Roma, após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição

“O dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora [proclamado pelo Bem-aventurado Papa Pio IX, mediante a Bula Ineffabilis (1854)] ensina que Ela foi concebida sem pecado original. Desde o primeiro instante de seu ser, em nenhum momento teve qualquer nódoa da mácula original.

A lei inflexível, pela qual todos os descendentes de Adão e Eva até o fim do mundo nasceriam com o pecado original, foi suspensa por Deus quanto a Nossa Senhora. De maneira que Ela não ficou sujeita às misérias e às más inclinações que pesam sobre todos os homens.

Tudo na Santíssima Virgem tendia harmonicamente para a verdade e para o bem; tudo n´Ela inclinava-se para Deus. Ela era cheia de graça!

Ora, ensinar que uma mera criatura tivesse esse privilégio extraordinário é fundamentalmente anti-igualitário. E proclamar esse dogma era definir uma tal desigualdade na obra de Deus, uma tal superioridade de Nossa Senhora sobre todos os outros seres, que evidentemente haveria de fazer espumar de ódio todos os espíritos igualitários”.