Notícia do portal Terra (21/3/2011) revela a que ponto chegou a deterioração da família: “Um homem de 41 anos foi preso, na tarde desta segunda-feira, pela suspeita de ter abusado sexualmente da própria filha de 16 anos, em Maringá, no norte do Paraná.

Casos como esse, que vemos nos jornais aos montes, vão pondo cada vez mais em evidência que os valores inerentes à família estão em perigo de extinção.

E enquanto degradações morais de toda ordem assolam o mundo, tsunamis, enchentes e desmoronamentos vão se tornando curiosamente mais freqüentes. E a reflexão religiosa profunda – que era de se esperar sobretudo de eclesiásticos – está deixando a desejar.

O cenário atual parece guardar muitas analogias com a época de Noé, em que
Deus ordenou a construção da arca devido à decadência em que a humanidade se encontrava. Os homens não se converteram: veio o dilúvio.

Hoje a humanidade não parece encontrar-se em melhor situação do que na época de Noé. Pelo contrário, caracteriza-se por uma malícia sem precedentes: aborto,  libertinagem, taras diversas que se avolumam, altíssima criminalidade, entre outros. Diante disso, muitos estão tomando a mesma impostação de alma que as pessoas que, na época de Noé, riam, debicavam e passavam com desdém e indiferença as vésperas do dilúvio.

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Estamos na momento ideal para um brado de alerta, de reparação pelos pecados e de conversão. Alerta que deveria partir daqueles cuja missão é “ir e pregar o Evangelho”.

Deterioração da família e indiferentismo religioso não seriam temas que preencheriam muito bem a pauta da Campanha da Fraternidade deste ano? Não são temas muito mais próprios para os dias atuais do que “Mãe terra”, ambientalismo e ecologia?

Na época de Noé, esse intrépido patriarca anunciava, por ordem de Deus, o castigo que viria, e condenava os pecados que eram a causa da punição.

Onde estão os que deveriam desempenhar hoje o papel de Noé?