O site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO) comentou no dia 11 de novembro p.p. uma notícia publicada no site católico Cruxnow a respeito do encontro havido entre os descendentes do conquistador espanhol Hernán Cortés e do último imperador Asteca, Montezuma.

“O encontro deu-se numa igreja colonial onde Cortés está enterrado” – informa o referido site.

Federico Acosta, um mexicano que descende da filha de Montezuma, abraçou o italiano Ascanio Pignatelli (foto ao lado), que é descendente da filha de Cortés: “Quero pedir perdão por todas as coisas ruins que aconteceram” – disse Pignatelli.

 “Precisamos deixar o passado para trás. Hoje é um dia para deixar todas as coisas ruins no passado”, enfatizou.

Perguntado se o México precisava de um pedido de desculpas da Espanha, Acosta disse que não: “Afinal, somos todos família agora”.

O presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador, no entanto, discorda: “Ainda peço ao rei da Espanha e ao Papa Francisco, humildemente, que se desculpem pelos  abusos cometidos durante a conquista e a dominação colonial”, declarou, durante uma visita ao estado de Yucatán, após o abraço de Acosta e Pignatelli.

A vice-presidente do governo da Espanha responde à altura: “O rei não tem de pedir perdão a nenhum país, e isso não vai ocorrer”.

Cruznow lembra ainda que “Obrador também enviou uma carta exigindo desculpas do Papa Francisco.”[1]

Dentro deste contexto, o site ABC comenta:

“Exigirá Lopez Obrador que também os descendentes da Tríplice Aliança peçam perdão às suas vítimas?”

“Lamentar a desaparição do Império asteca é como sentir pesar pela derrota do nazismo na Segunda Guerra Mundial”

“A antropóloga australiana Inga Clendinnen assegura em seus trabalhos que lamentar a desaparição do Império asteca é como sentir pesar pela derrota do nazismo na Segunda Guerra Mundial. A cultura asteca era, segundo as evidências históricas, um totalitarismo sangrento que se valia de tribos submetidas para realizar sacrifícios humanos durante três meses de festejos. Calcula-se que entre 20 a 30 mil pessoas morriam cada ano para alimentar essas cerimônias. As cifras variam muitíssimo segundo as fontes que se escolham: a ingente quantidade de sacrifícios humanos que perpetravam anualmente os sacerdotes mexicanos antes da chegada dos espanhóis ao Novo Mundo” – acrescenta o site ABC.

Ainda segundo o site ABC, escritos que datam de 1492 a 1583 narram como eram feitos os sacrifícios humanos num altar e depois devorados pelos astecas.[2]

“O ritual para acabar com a vida da vítima era sempre o mesmo. Primeiramente, quatro sacerdotes seguravam os braços e as pernas daquele que seria morto no topo de uma pirâmide,. Então, um quinto religioso abriu o peito do infeliz com uma faca de obsidiana e rasgou seu coração, que foi oferecido aos deuses (ou comido, segundo as fontes).

“Então o corpo foi rolado escada abaixo. Lá, alguns que eles chamaram de quacuacuiltin, agarraram-no e o levaram para as casas que eles chamavam de calpulli, onde o desmembraram e o dividiram para comê-lo”, explica Bernal Díaz del Castillo.

Sínodo da Amazônia e Guadalupe

Imagem de Nossa Senhora, milagrosamente gravada no manto de Juan Diego, exposta na Basílica de Guadalupe, na Cidade do México.

A comemoração dos 500 anos do primeiro encontro entre Montezuma e Hernán Cortés seria motivo para uma grande festa na Basílica de Guadalupe, local das aparições de Nossa Senhora ao índio Juan Diego.

Na primeira aparição, Nossa Senhora disse a Juan Diego:

“Fica sabendo, filho muito querido, que eu sou a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus, e é meu desejo que erijam para mim um templo neste lugar, de onde, como Mãe piedosa, tua e de teus semelhantes, mostrarei minha clemência amorosa e a compaixão que tenho dos naturais e daqueles que me amam e procuram; ouvirei seus rogos e súplicas, para dar-lhes consolo e alívio; e, para que se realize a minha vontade, hás de ir à cidade do México, dirigindo-te ao palácio do bispo que ali reside, ao qual dirás que eu te envio e que é vontade minha que me edifique um templo neste lugar; referirás quanto viste e ouviste; eu te agradecerei o que por mim fizeres a este respeito, te darei prestígio e te exaltarei”.[3]

Essas palavras de Nossa Senhora são o contrário do que prega o Sínodo da Amazônia, no qual se adorou o ídolo Pachamama, e segundo o qual os índios com os seus cultos, suas culturas e tradições são modelos para os católicos do mundo inteiro. Que culturas? Que tradições? A antropofagia, o infanticídio e o satanismo seriam também modelos para a civilização cristã?

O Sínodo da Amazônia diz que temos muito que aprender com os índios. Contrariamente, eu diria que temos muito que aprender com um índio – Juan Diego – cujo exemplo, pela sua devoção a Nossa Senhora, transformou o México numa grande nação católica.

[1] https://cruxnow.com/church-in-the-americas/2019/11/10/descendants-meet-in-mexico-on-500th-anniversary-of-conquest/

[2] https://www.abc.es/historia/abci-canibalismo-sacrificios-y-totalitarismo-verdad-sobre-imperio-azteca-encontro-hernan-cortes-201903270213_noticia.html?fbclid=IwAR3JripQ0SbFAUW0dRFtpIDi5uovmb-FpIrAlbLTolnpkODghMlrx5rEuJ8

[3] Extrato do  livro de Edésia Aducci, “Maria e Seus títulos gloriosos”.

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