O MST e a Mensagem do Príncipe

Acuando o policialDesta vez não foi em propriedades agrícolas. Foi na Praça dos Três Poderes, em Brasília, que o MST se entregou a depredações, arrebentando as grades que defendem o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubando as que protegem o Palácio do Planalto. Não ficou nisso. Agrediram os policiais que defendiam os bens públicos, deixando 30 deles feridos, sendo 8 com maior gravidade, além de três manifestantes.

Tentaram ainda deixar sua marca em frente à embaixada dos Estados Unidos, depositando ali grande quantidade de lixo, mas foram impedidos pelas forças da ordem.

Tratava-se de uma manifestação do MST, aproveitando o congresso que realizavam na Capital Federal para comemorar seus 30 anos de existência impune e desafiante, com a conivência de poderes constituídos.

Seu líder máximo, o marxista João Pedro Stédile, repetindo o brado comunista “Proletários de todo o mundo, uni-vos”, do Manifesto de Marx-Engels, parafraseou: “Esperamos que todas as forças políticas no campo de esquerda se unam nessa luta (pela reforma agrária popular)”.

Nada disso surpreende a quem vem acompanhando a trajetória de invasões e depredações criminosas efetuadas por esse movimento antissocial. O que surpreende, isto sim, é que esse mesmo Stédile, enquanto representante do MST e de sua cúmplice, a Via Campesina, tenha sido convidado para participar de um simpósio na Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, com passagem paga.

Um dos policiais feridos por ataque do MST
Um dos policiais feridos por ataque do MST

A perplexidade que tal convite causou em grande parte da sociedade brasileira ecoou na “Reverente e Filial Mensagem” que o Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança, descendente da Princesa Isabel, enviou ao Papa Francisco.

A Mensagem diz ainda muito mais. Ela põe em realce os crimes cometidos no Brasil por movimentos ditos “sociais”, e diz não compreender como fautores de desordem no campo possam ter sido acolhidos com destaque em recinto da Santa Sé. Tanto mais que, depois desse simpósio no Vaticano, Stédile e outros têm colocado boa parte de suas esperanças de ação revolucionária no apoio que esperam da Santa Sé.

Quo Vadis Domine? Para onde vais, Senhor? pergunta o Príncipe ao Papa Francisco, repetindo as lendárias palavras do Apóstolo São Pedro. Tudo num tom respeitoso, mas que, pela documentação apresentada, pela argumentação cristalina e pelo objetivo certeiro, torna a “Mensagem” um verdadeiro monumento de clareza, força e respeito. E também de alívio para os que, atormentados por tanta ambiguidade de linguagem e de pensamento existente nos meios católicos, tanta falta de amor aos princípios, não sabem mais a quem recorrer.

Em suma, a “Mensagem” do Príncipe segue o conselho evangélico: “Dizei somente: Sim, quando é sim; não, quando é não” (Mt 5,37). Ela pode ser lida na íntegra em: http://www.paznocampo.org.br/.