Celebrando a assinatura do “Acordo de Paz”, José Manuel Santos (à esquerda) cumprimenta o terrorista Timochenko, comandante das Farc, sob o auspício do ditador cubano Raul Castro

O dia 2 de outubro p.p. ocorreu o 4º. aniversário da maior fraude da história da Colômbia. Foi o roubo do Plebiscito de 2 de outubro de 2016, convocado pelo governo do Presidente Juan Manuel Santos para legitimar o espúrio, ilegal e inconstitucional Acordo com as FARC.

Nos dias que antecederam o Plebiscito, o Governo lançou uma campanha publicitária sem precedentes, canalizando milionários recursos do Estado para induzir os colombianos a votarem pelo SIM. Quanto aos que se opunham ao Acordo, não obtiveram qualquer auxílio estatal, nem tiveram acesso aos meios de comunicação, que lhes fecharam as portas em cumprimento de uma ordem presidencial de não publicar nada favorável ao NÃO, além de proibi-los de fazer descontos à sua custosa publicidade.

O presidente Santos e seus negociadores, Humberto de la Calle, Frank Pearl, Sergio Jaramillo, e os generais Jorge Mora e Oscar Naranjo, que se encarregaram de aplacar o descontentamento dentro das Forças Armadas, recorreram a todos os artifícios imagináveis ​​para convencer os colombianos de votarem SIM. E, claro, a todas essas mentiras se somaram às dos negociadores das FARC, que mesmo durante o falso processo de paz não pararam a luta armada, e depois que o Acordo foi assinado, eles a aumentaram, assim como todos os seus crimes e negócios de narcotráfico.

Todos juntos, com o apoio da esquerda mundial, da ONU, do então presidente Obama, da União Europeia, da Conferência Nacional dos Bispos, e até do Papa Francisco, acusaram de inimigos da paz e do progresso da Colômbia aos que se opunham ao Acordo. Santos e sua máquina de propaganda vociferaram contra os apoiadores do NÃO, acusando-nos de mentir quando denunciávamos que o Acordo proclamava a mais absoluta impunidade para as FARC, que estas não cessariam a luta armada porque não entregariam todas as suas armas, que continuariam matando e sequestrando, que legitimava sua fortuna ilegal e seus negócios de narcotráfico, que lhes dariam cadeiras no Congresso da República sem serem eleitos, que as FARC nunca diriam a verdade, que não haveria justiça e muito menos reparação.

Mas, apesar de tudo isso, o NÃO saiu vencedor. E passados esses quatro anos, está perfeitamente claro quem eram os mentirosos. Os guerrilheiros agora ameaçam o País de suas cadeiras no Congresso da República; as frentes de guerra das FARC vêm se multiplicando por todo o País e sua ação terrorista torna-se cada vez maior; as plantações de coca dessa guerrilha se quintuplicaram, e agora são protegidas pelo Tribunal Constitucional e pelo Governo; e a ação impune das milícias urbanas, denominadas agora de “protesto social”, é a manifestação mais eloquente do terrorismo urbano. É ovelho plano das FARC de sair das profundezas da selva para o coração das cidades, utilizando-se de todas as formas de luta.

Uma justiça para absolver bandidos

Outra das colossais monstruosidades do Acordo é a Jurisdição Especial de Paz — JEP. Depois de dois anos de funcionamento, este tribunal de impunidade não emitiu uma única sentença absolvendo ou condenando os guerrilheiros falsamente pacificados, responsáveis ​​por uma imensidão de crimes. A JEP se dedica a ouvir todas as mentiras desses terroristas nas suas audiências, que agora declaram cinicamente que nunca recrutaram crianças para a guerra, que nunca as estupraram, que tão pouco sequestraram ou mataram alguém e que nunca cometeram qualquer crime. E, para horror da História, que algum dia proclamará a verdade que todos conhecemos, esses togados que foram nomeados pelas FARC em seus cargos, limitam-se a encher arquivos com essas mentiras, numa farsa que é uma zombaria irracional do bom senso e a dignidade da justiça.

Mas toda essa loucura ainda não é tudo. Apesar das necessidades econômicas urgentes não atendidas, a Nação ficou obrigada pelo Acordo a destinar 40 bilhões de dólares do orçamento para os próximos 10 anos, para financiar a execução de um conjunto de reformas que nos levarão decididamente à destruição. O qual já está sendo implementado, e nada mais é do que a sovietização do País, a destruição de todas as fontes de progresso, a eliminação gradual da propriedade privada e a imposição de uma reforma agrária disfarçada que destruirá o desenvolvimento agropecuário. A soma de todas essas atrocidades levará a Colômbia à miséria socialista que já grassa em Cuba e na Venezuela. Este é o modelo a seguir, imposto pelas FARC, endossado pelos governos de Castro e Maduro e obedecido pelo submisso por Santos e pelos já mencionados traidores negociadores colombianos.

Na realidade, o acordo feito em Cuba não foi uma negociação legítima. Foi uma submissão e uma entrega premeditada da nação colombiana aos seus piores inimigos. A jactância inicial dos negociadores, acrescida do Prêmio Nobel da Paz comprado pelo arquiteto do desastre, vem se transformando em repúdio e vergonha, que não cessará de crescer à medida que se conhecerem as perversas consequências do Acordo.

Colômbia deve ser salva

 No entanto, apesar da magnitude da catástrofe, ainda está em tempo de salvar o País. Embora o atual governo não pareça se dar conta da tragédia em que vivemos, é hora de os colombianos dizerem: Basta! É necessário que acordemos a tempo de evitar males piores, e exigir que o Acordo seja declarado nulo, já que o Plebiscito de há quatro anos o rejeitou por maioria.

O ex-Presidente Santos, o Congresso da República e o Tribunal Constitucional prevaricaram ao dar validade jurídica ao Acordo rejeitado no Plebiscito, com a agravante de o terem ilegitimamente convertido em norma constitucional, com a aceitação dos principais dirigentes do NÃO. Enquanto o País dormia indolentemente, o Governo comprava e subornava consciências por meio de uma feira de contratos milionários, por meio dos quais foi roubado o resultado. Assim, magistrados dos Tribunais Superiores, parlamentares, políticos e empresários, acompanhados de todos os meios de comunicação aplaudiram freneticamente o Governo que nos impunha um resultado contrário ao obtido nas urnas.

As consequências do Acordo foram denunciadas várias vezes pela Sociedad Colombiana Tradición y Acción, mas não foram ouvidas. É de se esperar que a Colômbia acorde e comece a exigir o desmantelamento dessa monstruosidade que nos leva à destruição. E que os promotores desta tragédia sejam retirados dos cargos públicos que ocupam hoje, já que muitos deles são agora ministros, embaixadores e altos funcionários do atual governo.

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