Espanha impede padres de administrar a extrema-unção após acidente ferroviário fatal.
A laicização do mundo moderno feriu profundamente os direitos da Santa Igreja, inclusive o de ministrar a extrema-unção em situações de calamidade. Exageramos? Não. Vimos isso na ditadura da OMS e governos de tantos países durante a pandemia Coronavirus onde missas, sacramentos e até unção dos enfermos nos foram proibidas pelas leis. Isso, repetimos, ocorreu no Brasil, em todo o Ocidente.
Num primeiro passo, a Revolução impôs a separação Igreja-Estado. No segundo passo, o Estado se torna o tirano da Igreja.
Vejamos o relato de LifeSiteNews descrevendo o recente e trágico desastre de trens, na Espanha:
“Imagine-se deitado no chão, sabendo que está prestes a morrer. O trem que você pegou para casa à noite descarrilou, arremessando você e todos os outros passageiros contra a parede do vagão. Ao seu redor, pessoas gemem de dor. Algumas já morreram. Outras — como você — sabem que também morrerão em breve.”
Do lado de fora do vagão você ouve um diálogo, é um sacerdote que suplica licença para atender os moribundos: “não pode”.
“Precisamos entrar”, você ouve um homem dizer. “Precisamos chegar aos moribundos.”
"O senhor não pode, padre", responde outro homem. "Esta é uma emergência médica e de resgate. Não podemos deixá-lo entrar para interferir."
“Interferir?!” você ouve outro homem dizer. “Somos sacerdotes de Jesus Cristo. Precisamos dar a extrema-unção a todos os que ainda estão vivos.”
Leitor, é na Espanha é em qualquer outro País desse Ocidente que já foi cristão. Dar assistência religiosa católica aos moribundos, a absolvição sacramental, levar almas ao arrependimento, à salvação eterna – tudo isso passa para segundo plano ou não existe – o que prevalece são as providências de resgate.
O fato
Há poucos dias, em 18 de janeiro, um trem de passageiros descarrilou em Adamuz, na Espanha. Logo depois, outro trem colidiu com ele e também descarrilou.
Segundo o jornal espanhol Voz Populi, 45 pessoas morreram. Outras fontes estimam que 292 ficaram feridas e 15 estão em estado grave.
Mais de um padre da diocese de Córdoba correu para o local para levar os sacramentos da vida de Jesus Cristo aos moribundos – e as autoridades os impediram de chegar até as vítimas.
A laicização crescente
Vejamos as considerações de LifeSiteNews:
“A legislação espanhola prevê que os cidadãos “recebam assistência religiosa” em hospitais ou centros de saúde – mas, em circunstâncias como esta, relata o Voz Populi, “há prioridade absoluta para assistência médica e de resgate”, e “a assistência religiosa não pode ‘interferir’ no trabalho de ‘resgate’”.
A imunidade da Igreja em relação ao Estado, sua liberdade no cumprimento de sua missão e o dever do Estado de auxiliá-la nisso: é isso que significa a frase “Cristo é Rei” – mesmo que aqueles que a usam como slogan não a compreendam de fato.
Na prática o laicismo penetrou na Religião e os direitos da Igreja, sua missão de perpetuar os benefícios da Redenção ficam cerceados. E o que faz a Hierarquia Eclesiástica? O que fará na Espanha ou no Brasil em semelhantes circunstâncias?
Venceu o laicismo.
Resumimos aqui as acertadas considerações de LifeSiteNews. Estejamos sempre em estado de graça; não adiemos nossa confissão. A morte pode nos colher de improviso e o Laicismo dos Estados modernos impedirá que sacerdotes venham nos socorrer se houver alguma catástrofe desse porte como a que aconteceu na Espanha.
Não deixemos de nos esforçar no combate ao laicismo de Estado. Seus frutos são amargos, suas consequências gravíssimas para a salvação eterna.
Nossa Senhora da Boa Morte, São José e nossos santos anjos da guarda nos deem a graça da boa morte, amém.
Fonte: https://www.lifesitenews.com/blogs/spain-blocks-priests-giving-last-rites-after-deadly-train-crash-does-vatican-ii-agree/
