Uma carta sobre o Natal: nosso dever é comemorar (com júbilo) o nascimento do Salvador

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A campanha contra o Natal vem de longe. A pandemia é motivo suficiente para termos um triste Natal? Nesta pandemia o medo, o pânico gerado sobretudo pela pressão midiática, pela imposição de governadores e silêncio de tantas autoridades eclesiásticas levam incontáveis católicos a curvarem a cabeça e a se resignarem a um triste Natal.
Não é este o conselho de Santo Inácio: agere contra.
Se a Revolução quer acabar com o Natal nós temos que reagir: agere contra.
Se não temos como comemorá-lo festivamente em grande escala, saibamos oferecer ao Menino Deus a reparação devida.
Nada nos impede de irmos à Missa, de termos nosso presépio, de iluminar nossas casas, de comemorarmos jubilosamente em família, de darmos pública manifestação de nossa Fé no Redentor.
Vamos pedir ao Menino Jesus, por meio de Maria Santíssima e São José o fim desta pandemia.

Plinio Corrêa de Oliveira  Aos proprietários de estabelecimentos comerciais de São Paulo
         
São Paulo, 5 de Dezembro de 1940

Prezado Sr.,
“Aproximando-se agora as festas de Natal e de Ano Bom (1940), todos os estabelecimentos comerciais da Cidade se aprestam a ampliar seus estoques, suas instalações e aperfeiçoar as exposições em suas vitrines, a fim de atender à imensa quantidade dos compradores que, por ocasião da festa do Menino Deus, querem proporcionar ao ambiente doméstico aquela fartura, aquela alegria e aquela serenidade própria das reuniões familiares felizes.
Entre estas famílias, que contam assim passar aos pés do Salvador algumas horas de tranquila satisfação, está certamente a sua. Para todos, a vida traz, ao par de alegrias reais, também incontestáveis dissabores. Não há uma única família que, fazendo junto à arvore de Natal ou ao Presépio a recordação dos fatos ocorridos durante o ano, não tenha a registrar satisfações verdadeiras e tristezas incontestáveis.
E não há uma família que não se lembre de agradecer ao Menino Jesus os favores recebidos e de Lhe pedir, para 1941, a conservação das graças obtidas e a mitigação das dores e dos revezes ocorridos.Quanta esperança não brilha com luz mais viva, diante da lembrança desse Salvador benigno e misericordioso, vindo ao mundo para redimir os homens!
Quanta lágrima não se suaviza diante da convicção de que um Deus Bom, que governa todos os acontecimentos, sabe tirar o bem do mal e transformar em alegrias terrenas ou eternas os sofrimentos que são inseparáveis de toda a existência humana!Tudo isto, o Sr. recebe de Deus, ou espera de Deus.Mas… o que faz o Sr. por Deus?

Que concurso dar à Festa de Natal?

“Aproxima-se o Santo Natal. Todos se preparam para a grande festa da Catolicidade. Qual o concurso que o Sr. vai dar a essa festa? Permitirá que seus empregados lhe arranjem vitrines que, aos inúmeros transeuntes, não deem uma única ideia de Deus? Permitirá que, sob o pretexto de lucros mais fáceis do que lícitos, suas vitrines exibam modelos que constituem um repudio de todos os princípios que a festa de Natal santifica?Porque, em lugar de vitrines que nada tem a ver com o Natal, e que traduzem apenas o desejo de vender, não organiza o Sr., além de vitrines que exponham artigos lícitos, também uma vitrine com um belo presépio, ou com qualquer disposição que lembre o Santo Natal? Porque não prestar em sua própria casa de comércio, que é o campo de sua atividade, o terreno de uma grande luta, o meio de sustento de sua família, uma homenagem a Quem deu aos homens, fazendo-se Homem, uma prova suprema de Seu amor?Preste a Deus esta homenagem: exclua de suas vitrines todos os objetos ou artigos contrários aos princípios cristãos, e coloque em alguma delas uma bela homenagem ao Menino Deus.Será, antes de tudo e sobretudo, um preito de adoração a Deus. Mas será também, para si, para sua família, para seus trabalhos, uma benção que frutificará neste mundo, para a eternidade.” (*)

O que se espera dos católicos durante a pandemia?


A alegria do nascimento do Salvador supera todas as tristezas da Terra. O demônio, o mundo e a carne para sempre estão vencidos. Se os Reis Magos vieram do Oriente, se os Pastores acederam ao convite angélico e foram até a Manjedoura, saibamos também nós, católicos de 2020, oferecer ao Menino Jesus as nossas homenagens, o nosso amor, a nossa gratidão.
Que a pandemia não seja o motivo para termos um triste Natal no recinto de nossa alma, de nossos lares. Ninguém, nenhum poder terreno pode nos tirar a alegria do Nascimento do Salvador.

(*) Ação Católica Brasileira Junta Arquidiocesana de São Paulo R. Quintino Bocayuva, 176 –3° andar, sala 310*    *   
*Nota deste site: Esta missiva é do período em que o Prof. Plinio desempenhava o cargo de Presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica de São Paulo,cfr. Minha vida pública, Parte V, Cap. I, item 3
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