A libertação da Venezuela, pelo menos a queda do ditador Maduro, foi comemorada por todos nós que amamos as Américas e sua vocação providencial. Infelizmente, a reação de três episcopados da região, parece uma lamentação mal velada da queda dessa ditadura bolivariana que perdura por 25 anos. Veremos na melhor fonte, a oficial do Vaticano.
Vós sois o sal da terra
Quando Nosso Senhor advertiu no Evangelho, “Vos sois o sal da terra” dirigia-se, eminentemente, à Hierarquia eclesiástica.
“Porém, se o sal perder a sua força, com que será ele salgado? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. 14 Vos sois a luz do mundo. Não pode esconder-se uma cidade situada sobre um monte; 15 nem se acende uma lucerna, e se põe debaixo do alqueire, mas sobre o candeeiro, a fim de que de luz a todos os que estão em casa. 16 Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.” (Mt. 5-13,16).
Carta da CNBB aos bispos venezuelanos
“Estimados irmãos no episcopado,
“A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil deseja manifestar sua profunda comunhão fraterna com a Igreja que peregrina na Venezuela, neste momento marcado por tensões, sofrimentos e incertezas que atingem o povo venezuelano.
“Unimo-nos espiritualmente às vossas orações e iniciativas pastorais, expressando nossa solidariedade às vítimas da violência, aos feridos e às famílias enlutadas. Como pastores da Igreja na América Latina, partilhamos a dor do povo que sofre e renovamos nossa esperança na força do Evangelho da paz desarmada e desarmante.” (1)
Infelizmente, a Carta da CNBB não tem uma linha sequer sobre a ditadura de 25 anos com que o regime chavista vem oprimindo o povo venezuelano. Mais de 5 milhões tiveram que fugir da Venezuela durante a ditadura do narcoterrorista. O Brasil abriga centenas de milhares.
Silêncio da Hierarquia
É desse silêncio da Hierarquia, sobretudo nas Américas, que trata com muito acerto a notícia de LifeSiteNews. Silêncio quanto à longa opressão que os católicos vêm sofrendo na Venezuela, sobre o regime chavista. Silêncio sobre a cruel opressão do narcotráfico sobre o povo venezuelano; silêncio sobre a violação dos direitos fundamentais dos povos nascidos sob o influxo da Santa Igreja.
“Em meio ao desmantelamento do regime narco-socialista de Maduro – um golpe ousado pela vida, dignidade e liberdade – o silêncio do Papa Leão XIV e da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) sobre a longa opressão dos católicos venezuelanos e o papel do regime em inundar o mundo com drogas é profundamente decepcionante.
O regime Chaves-Maduro é o centro do narcotráfico que inunda e destrói a juventude nas Américas e na Europa.
A soberania de uma Nação não lhe outorga o direito de ser o epicentro de destruição moral e social de tantos povos, como provam os 25 anos da ditadura bolivariana na Venezuela.
A guerra justa
“Além disso, esta ação é justificada pela doutrina católica da guerra justa, conforme delineada no Catecismo da Igreja Católica. Os critérios incluem autoridade legítima (o presidente dos EUA agindo para defender a segurança nacional e global e fazer cumprir acusações federais pendentes), uma causa justa (deter a opressão de um regime, o tráfico de drogas e o terrorismo que ameaçam inúmeras vidas; o regime de Maduro deteve ilegalmente vários cidadãos americanos como reféns por um longo período).”
E, perguntamos, por que então o silêncio dos Episcopados mais diretamente envolvidos?
Silêncio quanto à ditadura bolivariana
Todos esperávamos ouvir palavras a “condenar os anos de perseguição a bispos por Maduro, a fragilização da Igreja e a perpetuação de uma cultura de morte através do narcotráfico ligado ao Estado e do apoio a terroristas estrangeiros, que devastou milhões de pessoas. Esta resposta tímida (dos episcopados), focada em noções abstratas de lei e paz, sem reconhecer as raízes socialistas ateístas do regime que esmagaram a liberdade religiosa e a dignidade humana, soa como uma traição às veementes advertências” de tantos Papas e Bispos que condenaram o comunismo, o socialismo e se levantaram em defesa da Fé e da Vida.”
Conferência de Bispos dos EUA
Continua LifeSiteNews:
“Igualmente preocupante é o aparente silêncio da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) neste momento crucial, sem qualquer declaração oficial sobre a captura de Maduro ou a libertação dos católicos venezuelanos de um tirano que transformou a sua nação num antro de miséria e morte. Em vez disso, os bispos permanecem obcecados em promover a imigração ilegal desenfreada e em se opor às deportações e à segurança das fronteiras – prioridades que, enraizadas na preservação do fluxo de verbas governamentais, desviam a atenção dos ensinamentos católicos fundamentais sobre a santidade da vida, ameaçada pelos cartéis de drogas e pela opressão socialista.”
Segundo a advertência do Evangelho é a lanterna que se recusa a iluminar, o sal que não exerce a função de salgar.
Lembremos dos milhões de venezuelanos que tiverem de emigrar de seu País em condições sub humanas. O Brasil, por exemplo, recebeu milhares e milhares de fugitivos da opressão e do crime desse regime chavista.
Uma tirania de 25 anos é derrotada
“De uma perspectiva católica, regozijamo-nos com este triunfo da vida sobre a morte, pois a ação ousada do Presidente Trump destruiu uma tirania narco-socialista que perseguia a Igreja e traficava a miséria humana (…). Hoje, a Venezuela respira mais livremente, famílias são poupadas do flagelo do vício em todo o mundo, e católicos fiéis podem praticar sua fé sem medo de perseguição. Oremos fervorosamente por uma transição justa, pela conversão de corações endurecidos pela ideologia e por líderes como Trump, que defendem o dom da vida dado por Deus.”
Presidência dos Bispos Venezuelanos
“A avaliação da situação por parte de dom González de Zárate Salas (em nome dos bispos), retrata um país onde agora reina agora uma calma tensa, depois que no último sábado, na iminência das incursões militares, o pânico levou a população a estocar gêneros de primeira necessidade. “Nós, bispos – afirma ele – vivemos esses momentos com espírito de fé e em um clima de oração. A realidade difícil, complexa e dinâmica que a Venezuela tem vivido nas últimas décadas nos ensinou a priorizar a visão pastoral e o acompanhamento do nosso povo em detrimento de outras abordagens e perspectivas analíticas.” É por isso que, especialmente neste momento, “consideramos apropriado manter comunicação constante entre nós e com nossos sacerdotes para nos ajudar a permanecer próximos e acompanhar nosso povo.” (2)
Aí está a comunicação oficial do presidente dos bispos venezuelanos: alguém consegue ver censura à ditadura bolivariana por 25 anos? Dom Gonzáles chama a ditadura Chaves-Maduro de “realidade difícil, complexa e dinâmica que a Venezuela tem vivido nas últimas décadas...”
As últimas eleições presidenciais, fraudadas por Maduro, não foram reconhecidas por importantes órgãos internacionais. Nem mesmo governos liberais da Europa a aprovaram. Claro, Lula, Castro e outros a consideraram ilesas…
Uma Conclusão Cheia de Esperança
O artigo de LifeSiteNews termina com uma nota de esperança:
“Que Nossa Senhora de Coromoto interceda pela Venezuela e que a Igreja se erga unida na proclamação de que toda pessoa humana, do ventre à morte, é sagrada. A vitória de Cristo é a nossa esperança – a vida nEle sempre vence a morte!"
Nossa Senhora de Coromoto, Padroeira da Venezuela, rogai por nós.”
https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2026-01/venezuela-bispos-eua-paz-populacao.html
