Desfizemos o mito de que não há futuro para os defensores da vida em cidades liberais como Nova York e Boston. A mensagem pró-vida não apenas sobrevive, mas prospera nas grandes cidades.
Neste verão, juntei-me a outros 19 voluntários da TFP Student Action e alunos da Academia São Luís de Montfort para contestar a narrativa favorável ao aborto.
Encerramos nossa excursão de duas semanas em Manhattan e Boston. Foi isto o que vimos.
Campanhas em locais emblemáticos
Contestamos o aborto em locais emblemáticos aos quais alguns teriam medo de ir. Em Manhattan: o Túnel Lincoln, a Biblioteca Pública de Nova York e a Estação Grand Central.
Em Boston: a Old City Hall, o North End, Bunker Hill, o USS Constitution e a South Station.
Nova-iorquinos e bostonianos são bons em ignorar quase tudo. Mas não conseguiram ignorar os estandartes e as capas vermelhas, os cartazes e as faixas da TFP, que os despertaram de sua letargia e os levaram a participar de um debate saudável sobre o futuro de nossa nação.
“Vocês são todos homens!”
Como o grupo de irmãos da excursão pró-vida é formado por jovens que vivem o espírito da cavalaria, a esquerda considera isso incômodo. “Onde estão as mulheres?”, perguntam.
Trata-se de uma tentativa de desviar a atenção da questão central: os nascituros merecem o direito à vida.
Entre as melhores respostas da TFP à pergunta “Onde estão as mulheres?” estão:
“Vocês são contra os nove juízes homens que decidiram o caso Roe v. Wade?”
“Os homens que realizam abortos deveriam deixar de fazê-los por não serem mulheres?”
“É preciso possuir um escravo para se opor à escravidão?”
“Elas estão preparando um jantar fantástico para nós em casa.”
Um jovem casal que ouvia os debates de rua em Nova York adorou a última resposta. “Essa é uma ótima resposta”, disse a jovem. “Muito obrigada por fazerem isso.”
“O aborto nos atinge de perto”
Nos degraus da Biblioteca Pública de Nova York, na Quinta Avenida, conversei com um homem do Queens.
“Minha esposa foi às lágrimas quando viu vocês”, disse ele. “A mãe dela tentou abortá-la e não conseguiu. Até hoje, ela sofre complicações médicas decorrentes disso. O aborto nos atinge de perto.”
Ousadia pró-vida na Estação Grand Central
Fortes tempestades interromperam nossa programação da tarde, mas isso não nos deteve.
O líder da caravana, sr. Kenneth Murphy, decidiu contornar a chuva e levar a batalha para o subterrâneo, entrando no metrô. Assim, dividimo-nos em grupos e nos espalhamos pela Estação Grand Central.
Entregamos aos viajantes de todos os andares exemplares de 10 razões para proteger os nascituros.
Depois, reunimo-nos no átrio principal da estação e erguemos o alto estandarte da TFP e a faixa pró-vida. Alguns passageiros ficaram chocados. Até os policiais se surpreenderam. “Ah, não!”, exclamou um policial. “É melhor vocês fazerem isso bem rápido.”
Tivemos tempo suficiente para tirar uma foto dentro da estação.
Enfrentando Boston
Depois de dois dias em Manhattan, seguimos de carro para Boston. Nossa primeira parada foi na histórica Old State House, onde fomos recebidos com alegria e ódio.
Debatedores pró-vida de 15 anos
Após uma semana de experiência prática, muitos dos integrantes mais jovens da caravana tornaram-se debatedores pró-vida habilidosos.
Killian e Joseph — ambos com 15 anos — venceram vários debates contra pessoas com mais do que o dobro de sua idade. Suas refutações lógicas e sua confiança silenciaram mais de um ativista favorável ao aborto.
Por exemplo, um defensor do aborto desafiou um jovem voluntário da TFP:
“Dê-me uma razão pela qual o aborto é errado sem usar a Bíblia.”
O voluntário respondeu:
“A dra. Micheline Matthews-Roth, professora da Faculdade de Medicina de Harvard, afirma que é cientificamente correto dizer que uma vida humana individual começa na concepção.”
“Não”, objetou o ativista favorável ao aborto. “Você não pode usar a Bíblia.”
O voluntário de 15 anos repetiu calmamente sua fonte de Harvard. Os que ouviam na calçada logo perceberam que o defensor do aborto havia confundido uma citação científica com uma citação bíblica — e não tinha resposta.
“Eles estão recebendo muito mais apoio”
Erguemos o estandarte perto da movimentada entrada da South Station, em Boston, por onde milhares de passageiros entravam e saíam. O trânsito também era intenso no cruzamento.
Ali, nossos cartazes com a mensagem “buzine contra o aborto” mostraram-se extremamente eficazes.
O apoio em Boston foi maior do que esperávamos. Ouvi uma feminista favorável ao aborto dizer ao telefone: “Eles [a TFP] estão recebendo muito mais apoio do que eu imaginava.”
Kenmore Square
Escolhemos a Kenmore Square por duas razões:
Primeiro, porque é um importante cruzamento, com intenso trânsito de pedestres e veículos.
Segundo, tínhamos uma razão simbólica. Durante a Marcha dos Homens pró-vida de 2024, agitadores favoráveis ao aborto e integrantes da Antifa bloquearam a marcha por uma hora nesse mesmo local, enquanto hostilizavam e atacavam defensores da vida, o que levou a várias prisões.
Nesse local, afirmamos que o movimento pró-vida de Boston tem voz, não permanecerá em silêncio e tem todo o direito de ficar.
Por onde passamos
A Kenmore Square foi a última parada de nossa cruzada de duas semanas em defesa dos inocentes, com suas alegrias, cruzes, aventuras e ocasionais manifestações de oposição esquerdista.
Passamos por seis estados, além da capital do país, incluindo:
Pensilvânia: Gettysburg, Carlisle, New Oxford, Camp Hill e Lancaster.
Virgínia: Fairfax.
Washington, D.C.: Planned Parenthood, Constitution Avenue e Farragut Square.
Nova Jersey: Union City.
Nova York, NY: Biblioteca Pública de Nova York e Estação Grand Central.
Rhode Island: Newport.
Massachusetts: Boston, Brookline e Charlestown.
Então, quem vence?
Embora a decisão de Roe v. Wade tenha sido revogada, a batalha está longe de terminar. É por isso que a TFP está na linha de frente, com caravanas e campanhas públicas.
Na batalha pelos valores morais, as almas são tentadas a desanimar e perder a esperança. No entanto, se os homens de bem combaterem o bom combate e confiarem na graça de Deus, a cultura da morte será derrotada.
Mesmo em redutos liberais como Nova York e Boston, o movimento favorável ao aborto carece de dinamismo e liderança carismática. Também carece de argumentos persuasivos, lógica, verdade ou beleza. Embora a batalha esteja longe de terminar, a vitória pertence àqueles que combatem fielmente no exército de Deus.
São Miguel, rogai por nós!
Fonte: TFP Student Action — https://tfpstudentaction.org/blog/pro-lifers-vs-liberal-cities
