No momento, você está visualizando 25/10 – Nossa Senhora do Divino Amor e a fecundidade do apostolado

Pedir a Nossa Senhora o amor de Deus é apresentar-Lhe um pedido que toca o centro da vida cristã. Sob a invocação de Nossa Senhora do Divino Amor, a Santíssima Virgem é contemplada como intercessora daquela virtude sem a qual nenhuma outra pode alcançar sua plenitude: o amor a Deus.

Esse amor corresponde ao primeiro dos Mandamentos e constitui a virtude fundamental da vida interior. Somente entra no Céu quem ama a Deus; e a bem-aventurança eterna pode ser compreendida como um ato perene e perfeito desse amor. Pedir tal graça, portanto, não significa procurar um sentimento passageiro, mas desejar que toda a existência seja orientada para Deus.

O pedido mais elevado

Nossa Senhora pode alcançar para uma criatura a mais alta das virtudes. Por isso, diante dos problemas da vida espiritual, o primeiro pedido deve ser o crescimento no amor de Deus. Antes mesmo de solicitar a solução de dificuldades particulares, convém procurar aquilo que permite enfrentá-las segundo a vontade divina.

Não se trata de desprezar as demais necessidades da alma. Trata-se de ordená-las. Quando o amor de Deus ocupa o primeiro lugar, os outros pedidos encontram sua verdadeira medida: as provações podem ser suportadas com maior confiança, as decisões são examinadas à luz da fé e o combate contra o pecado adquire uma razão mais profunda.

Esse pedido é particularmente agradável a Nossa Senhora porque corresponde à sua própria missão de conduzir as almas a Deus. Unida de maneira perfeita à vontade divina, Ela não retém para Si aqueles que recorrem à sua intercessão, mas os aproxima de Nosso Senhor.

Transmitir a fé e acender o amor

A primazia do amor de Deus tem uma consequência direta para o apostolado. O verdadeiro apostolado não consiste apenas em comunicar informações religiosas. Ele transmite ao próximo o conhecimento de Deus por meio da fé e procura despertar, mediante o bom conselho, o amor por Ele.

Essa comunicação exige mais do que habilidade humana. Uma exposição pode ser correta, um argumento pode ser claro e um conselho pode ser prudente; contudo, para que a palavra produza fruto sobrenatural, é necessária a graça. A fecundidade do apostolado não depende exclusivamente do talento de quem fala, mas da ação de Deus na alma daquele que escuta.

Surge, assim, a importância decisiva da união com Nossa Senhora. Se é por sua intercessão que se pede a graça de amar a Deus, também é com o seu auxílio que esse amor pode ser comunicado aos outros. Ela prepara o apóstolo para dar aquilo que recebeu e obtém para o próximo a disposição necessária para acolher a fé e corresponder à graça.

A alma do apostolado

O apostolado vitorioso é aquele que conduz efetivamente as almas ao conhecimento e ao amor de Deus. Seu êxito mais profundo não se mede apenas pela repercussão visível de uma iniciativa, mas pelo fruto sobrenatural produzido nas pessoas.

Por isso, a devoção a Nossa Senhora do Divino Amor não permanece restrita à piedade individual. Ela ilumina a própria natureza da ação apostólica. Quem deseja comunicar a fé precisa, antes de tudo, viver dela; quem pretende acender nos outros o amor de Deus deve pedir que esse amor arda em sua própria alma.

Recorrer a Nossa Senhora é reconhecer que tanto a vida interior quanto o apostolado dependem da graça. Sob essa invocação, Ela é honrada como Mãe que obtém o amor de Deus para seus filhos e os acompanha quando procuram transmiti-lo. Na união com Ela, a palavra apostólica deixa de confiar apenas nos recursos humanos e encontra sua verdadeira fecundidade.

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