Plinio Corrêa de Oliveira

Autor

Plinio Corrêa de Oliveira

572 artigos publicados

Homem de fé, de pensamento, de luta e de ação, Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995) foi o fundador da TFP brasileira. Nele se inspiraram diversas organizações em dezenas de países, nos cinco continentes, principalmente as Associações em Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), que formam hoje a mais vasta rede de associações de inspiração católica dedicadas a combater o processo revolucionário que investe contra a Civilização Cristã. Ao longo de quase todo o século XX, Plinio Corrêa de Oliveira defendeu o Papado, a Igreja e o Ocidente Cristão contra os totalitarismos nazista e comunista, contra a influência deletéria do "american way of life", contra o processo de "autodemolição" da Igreja e tantas outras tentativas de destruição da Civilização Cristã. Considerado um dos maiores pensadores católicos da atualidade, foi descrito pelo renomado professor italiano Roberto de Mattei como o "Cruzado do Século XX".

Regionalismo, Tradição e bom gosto

Em matéria de arte, deve-se evitar dois extremos igualmente errados. Um é o cosmopolitismo, que visa constituir para o mundo inteiro uma só arte, sem considerar as características próprias a cada povo e a cada região. O outro é o jacobinismo, que rejeita qualquer influência alienígena, mesmo nos casos em que esta é legitima e necessária, para se encerrar no âmbito puramente nacional.

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Esplendor régio e conforto popular

Realidade ou conto de fadas? Ter-se-ia o direito de hesitar, considerando a harmonia, a leveza, a suprema distinção deste castelo, construído sobre águas de uma serenidade e de uma profundidade dignas de lhe servirem de espelho. Dir-se-ia até que esta inimaginável fachada foi feita para ser vista principalmente em seu reflexo nas águas límpidas sobre que paira.

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Altivez popular e pretensão revolucionária

O estado de plebeu pode e deve pois estadear-se tranqüila e dignamente à luz do sol, e o plebeu pode e deve viver com fartura, com despreocupação, com nobreza diríamos em seu estado, no estilo de vida que lhe é próprio, sem sentir a necessidade de se camuflar como burguês, mas mostrando pelo contrário, a todos; de quanta beleza tangível e quanto esplendor moral é capaz a vida de um plebeu resgatado pelo Sangue de Cristo.

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“Tudo se reflete nos olhos: cólera, medo, afeto ou alegria”

“Tudo se reflete nos olhos: não só o mundo visível, mas também as paixões da alma. Mesmo um observador superficial descobre neles os mais variados sentimentos: cólera, medo, ódio, afeto, alegria, confiança ou serenidade. O jogo dos diversos músculos do rosto encontra-se de algum modo concentrado e resumido nos olhos, como num espelho”.

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