Não existe qualquer relação entre pedofilia e celibato

Resumo: Relação entre pedofilia e celibato é rejeitada pelo cardeal José Saraiva Martins em entrevista sobre a vida sacerdotal. A resposta separa a responsabilidade por crimes da disciplina celibatária e critica o relativismo moral que transforma casos de abuso em argumento contra a Igreja. O artigo defende uma avaliação coerente do sacerdócio e de seus compromissos.

Cardeal José Saraiva Martins

É um alívio, em meio à crise moderna, ouvir as verdades de quem tem a vocação de as pronunciar para esclarecer os fiéis. Este é o caso dos trechos da entrevista que reproduzimos, com D. José Saraiva Martins, Prefeito emérito da Congregação para a Causa dos Santos.

[O que dizer das] recentes polémicas da pedofilia?

Esse é um caso típico de uma campanha contra Igreja e o Papa muito bem organizada. Há pouca objectividade naquilo que é dito na comunicação social. Não faz sentido falar de pedofilia entre os membros do clero, passando-se a ideia de que a maioria dos casos acontecem no seio da Igreja. Isso é desinformação. A igreja nunca negou a existência de casos. Num exército de mil soldados, se houver um mau soldado não poderemos dizer que todo o exército é mau. As estatísticas são muito claras e apontam para que apenas 0,03% dos casos ocorram na Igreja. Não é verdade que os casos sejam generalizados.

Ainda assim, e nesses casos que vão aparecendo, pode existir uma relação com o celibato?

Não. Em outras religiões em que não há celibato, há mais pedófilos e isso é a prova evidente de que não existe qualquer relação.

Mas admite que viver uma vida em celibato é difícil? (mais…)

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O escândalo não é contra a pedofilia. É contra a Igreja
Pesquisador italiano Massimo Introvigne desmascara ataques contra a Igreja

O escândalo não é contra a pedofilia. É contra a Igreja

Resumo: Ataques à Igreja e abusos clericais são discutidos a partir de dados sobre delitos, cobertura jornalística e o emprego político dos escândalos. Reproduzimos abaixo um trecho interessante de artigo de Carlos Alberto Di Franco, publicado em O Estado de S.…

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Pode-se eliminar um embrião? Não!

A Profa. Dra. Alice Teixeira Ferreira. demonstra estar cientificamente comprovado que a vida humana tem início desde a concepção.

Torna-se urgente empregar todos os esforços para impedir que a tragédia do aborto generalizado por lei se torne realidade.

Contra tal crime inominável, é de grande importância fazerem-se ouvir vozes autorizadas. Na área da ciência, a palavra da Profª. Dra. Alice Teixeira Ferreira é do maior peso.

Convicta anti-abortista, desenvolve ela intensa atividade em defesa da vida e contra a legalização do aborto no Brasil.

Em seu laboratório no Departamento de Biofísica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde é livre docente, a Dra. Alice, médica pesquisadora na área biomédica, recebeu gentilmente a reportagem da Revista Catolicismo, que transcrevemos abaixo.

Ela pesquisa há mais 15 anos na área de biologia celular, sobre os mecanismos de sinalização celular. A renomada pesquisadora é também coordenadora do Núcleo interdisciplinar de Bioética da UNIFESP e professora de Bioética no curso biomédico dessa Universidade. (mais…)

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A esquerda na América Latina tem um calcanhar-de-aquiles: a enorme fragilidade de suas maiorias eleitorais

Resumo: Fragilidade de suas maiorias eleitorais é apresentada como o ponto vulnerável dos governos de esquerda na América Latina. O artigo distingue apoio circunstancial de convicção ideológica, observa a influência de crises e corrupção sobre o voto e sustenta que programas revolucionários encontram limites quando o eleitorado pode mudar de posição em busca de estabilidade.

Péricles Capanema

Virou moda repetir que a América Latina tomou um rumo esquerdista. Álvaro Uribe da Colômbia representaria a grande exceção. Seria inconteste a superioridade da esquerda, se somadas as duas no poder, a carnívora (vou utilizar esta nova terminologia, imprecisa, mas prática) − Cuba de Fidel ou Raul Castro, Venezuela de Hugo Chávez e Bolívia de Evo Morales− e a herbívora, Brasil de Lula, Argentina de Cristina Kirchner, Uruguai de Tabaré Vásquez, Paraguai de Fernando Lugo, Chile de Michelle Bachelet, Equador de Rafael Correa e ainda Daniel Ortega na Nicarágua e Mauricio Funes em El Salvador.

Leitor, você acha que faz uma divisão melhor? Quer deslocar acima alguns da esquerda herbívora para a carnívora? Ou vice-versa? Nenhum problema. Mude. Faça sua classificação. E outros leitores farão classificações diferentes. Natural, é difícil classificar cada um desses governos só na coluna soft ou só na coluna hard. Na prática, as políticas que aplicam são sempre uma mistura de medidas carnívoras e de medidas herbívoras. Em cada tema haverá uma divisão particular entre os governos de tipo soft e os de tipo hard. (mais…)

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