Caracas — A Assembléia Nacional da Venezuela aprovou na terça-feira à noite a reforma da Lei de Terras, que condena o latifúndio e dá ao Estado um papel determinante no controle do setor alimentício.

O novo texto cria uma empresa pública para a produção, fabricação, distribuição, comercialização e marketing, em nível nacional e internacional, de produtos agrícolas e alimentares.

De acordo com o deputado governista Mario Isea, presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Nacional, a lei “cria uma plataforma jurídica para que o Estado reorganize o uso das terras com potencial agrícola e, portanto, seja capaz de satisfazer, em médio e longo prazo, as necessidades alimentares da população venezuelana”.

Desde 1999, quando Chávez assumiu o poder, o governo nacionalizou cerca de 2,5 milhões de hectares, dos quais apenas 50 mil são produtivos, segundo cálculos de empresários do setor. Na Venezuela, existem mais de 30 milhões de hectares cultiváveis.

Vamos desapropriar a empresa, já que os patrões a fecharam, e criaremos uma nova, com outro nome, que ficará sob controle operário. Será uma empresa socialista”, disse o presidente, durante discurso realizado na noite de terça-feira em uma montadora de carros iraniana instalada em Caracas.

Fonte: O Estado de São Paulo

3 COMENTÁRIOS

  1. Creio que o projeto de poder implantado no Brasil passa pelo estímulo à desorganização dos poderes vizinhos. Pensar o contrário significa admitir que nossa elite governante, seja os atuais ou os futuros detentores dos cargos eletivos, é tola e estúpida como a da vizinhança. Simplesmente não entendo assim.

  2. à Pergunta” se isso se dará no Brasil?, me veio em lampejo que “sim”. Há uma dominação pelas produções rurais e temos lido que nossos sistema agricola está sendo prejudicado agricultores e agropecuaristas por leis ambientais, e só falta isso para acabar com o resto. Quanto a proposta chavista é provavel que importemos deles produtos só para ajudá-los comercialmente.

  3. As leis no Brasil apontam para o maior controle do Estado sobre o menor aspecto da vida do indivíduo, se é que o comunismo respeita o indivíduo, pois, ele só considera as massas.

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