Crueldade impensável em propaganda anti-CO2 revela mistério

    Na aparência uma campanha ingênua sem ‘arrière-fond’

    Luis Dufaur

    A “Campanha global 10:10” visa cortar em 10% a emissão mundial de CO2 por ano a partir de 2010. No seu site, ela alega ter o apoio de 94.835 pessoas, de 2.235 ONGs e organismos oficiais, além de 3.591 empresas (em quinta-feira, 7 de outubro de 2010, 19:30:15).

    Nesse intuito “10:10” publicou um vídeo de propaganda esmeradamente elaborado e por certo custoso.

    O vídeo que não recomendamos às pessoas sensíveis e desaconselhamos vivamente para menores de idade, é de uma crueldade inimaginável.

    Numa primeira cena, uma professora primária ou secundária da Grã-Bretanha convida os alunos a participarem da campanha “10:10”.

    No fim pede às crianças que concordam levantarem a mão. A maioria aprova.

    Depois pede aos meninos que não concordam de levantarem a mão também. São uns poucos.

    A professora acrescenta que é o direito de eles e, enquanto bate o campainha, com toda naturalidade acrescenta que ainda esqueceu uma coisinha muito simples.

    Ela puxa um botão e faz explodir as crianças que discordaram. O sangue e os pedaços de carne salpicam todas ascrianças traumatizadas.

    Mas, a professora sorrindo e limpando os salpicos de sangue das vítimas do próprio rosto, lembra as crianças o tema de próxima aula.

    Uma propaganda primária anti-Stalin poderia figurar assim o ditador exterminando de uma canetada toda uma leva de “burgueses”.

    Cena semelhante acontece numa empresa, onde o diretor faz a mesma consulta, aperta o mesmo botão e transforma os empregados dissidentes numa massa amorfa de carne humana e sangue que emporcalha os demais.

    Terceira cena: um grupo de esportistas amadores conversa sobre o tema da campanha para reduzir o CO2 com seu ‘personal trainer’. Este último diz não acreditar e repete-se o cínico crime: um esportista ‒ aliás, o mais manso ‒ aperta o botão e desfaz o “cético”.

    Eugenie Harvey, responsável pela Campanha 10:10

    Quarta cena, num estúdio de gravação, o técnico desintegra uma moça que não se interessa pela campanha para “salvar o planeta” e os pedaços de carne humana escorrem pela tela.

    O curta conclui com os já clássicos slogans contra o CO2 e convites a aderir à “Campanha 10:10”.

    O horror suscitado por tão perverso vídeo levou os autores a retirá-lo de circulação, mas ele está disponível no YouTube.

    Porém, o mais estarrecedor estava por vir.

    Eugenie Harvey [email protected], diretora da “Campanha 10:10” na Grã-Bretanha publicou no próprio site da campanha um pedido de desculpas revelador de uma mentalidade anti-humana que anima o ecologismo radical. Dir-se-ia que esse tipo de mentalidades insensíveis à dor alheia e à morte, que a provocam com um frio sorriso na boca, ficou extinta depois dos horrores da II Guerra Mundial, dos lagers e campos de concentração socialistas, nacional-socialistas e comunistas.

    Para Eugenie, tratou-se de um “erro” (“mistake”) pois o curta pareceu “bem humorado” (“humorous”) aos ativistas da campanha que o viram antes da divulgação pública.

    “A equipe 10:10 é jovem é criativa” graceja ela a modo de explicação. “Vamos investigar o que aconteceu, revisar

    Por trás do ar de brincadeira, um inimaginado potencial de crueldade

    nossos processos e procedimentos”, acrescenta, lembrando as promessas já ouvidas no pós-Climagate.

    O fato é que um curta de uma inumanidade ovante deveria ter sido desclassificado imediatamente e com indignação por ativistas que se apresentam como hiper-seníveis ao bem da humanidade.

    O vídeo envolve crianças em idade escolar e abala qualquer ser humano provido de um mínimo de compaixão pelos outros.

    O riso insensível dos “exterminadores” e o modo impávido com que num procedimento apresentado como mero gesto técnico-burocrático desfazem sadicamente os dissidentes evocam as piores massacres documentadas, por exemplo, no “Livro Negro do Comunismo”.

    Ao mesmo tempo, o cinismo com que os “exterminadores” reconhecem aos dissidentes o direito democrático de expressar uma opinião diferente no instante que vão desfazê-los com o “botão” é um dos maiores achincalhes dos fundamentos de uma sociedade, e sobre tudo, democrática.

    Nenhum “cético” ou “realista” fora dos gonzos teria concebido um vídeo tão perverso, porque não cabe nos limites normais da maldade humana, tal vez só no mais deplorável noticiário sobre crimes numa prisão moderna.

    A diretora da “Campanha 10:10” lamenta que a cobertura da mídia “não foi o tipo de publicidade que nós queríamos para a causa de salvar o clima”.

    Excede os limites da inteligência humana entender o efeito publicitário “positivo” para a “salvação do clima” que possa se imaginar obter com vídeos do gênero.

    O fato, entretanto, confirma a contrario sensu as denúncias feitas por diversos estudiosos e até ex-membros de grandes ONGs verdes.

    Segundo eles, nós estamos diante de uma ofensiva tocada por ex-militantes dos mais radicais do falido comunismo dispostos a qualquer crime para obter seu maior objetivo. Quer dizer, a instalação de uma ditadura onímoda, cruel e universal, como tentou ser a falida experiência soviética.

    Na página principal de nosso blog pode se ler alguns desses depoimentos.

    No fim, a diretora da “Campanha 10:10” pede desculpas por não ter respondido antes aos e-mails consternados recebidos, porque está cuidando de um bebê. Uma gota de humanidade que serve para edulcorar o tsunami de crueldade anti-humana fria e pensada do vídeo que visa “cortar a emissão de CO2” para o bem da humanidade!