Sr. Georges Fenech, ex-presidente da MIVILUDES.
Sr. Georges Fenech, ex-presidente da MIVILUDES.

No dia 1º de junho de 2012 o Sr. Georges Fenech, ex-presidente da MIVILUDES (abreviação do Frances “Mission interministérielle de vigilance et de lutte contre les dérives sectaires) foi condenado por difamação. Os fatos se remontam ao ano 2009 quando a MIVILUDES publicou em seu relatório anual de 2008 um comentário difamatório a respeito da Sociedade Francesa de Defesa da Tradição, Família e Propriedade-TFP.

A 17 º Sessão do Tribunal Penal de Paris, especialista em questões de imprensa, condenou Georges Fenech por suas acusações não fundadas a respeito da TFP revelando “uma falta de rigor na verificação assim como a falta de prudência de expressão de um organismo estatal que não pode se limitar a aproximações.”

A TFP existe na França desde 1975 e conta com o apoio de numerosas personalidades eclesiásticas e civis, agindo sempre em conformidade com o direito canônico e com a lei civil.

Dr. Gérard Ducrey, advogado da TFP francesa. Para ele, a entidade foi posta em dois relatórios parlamentares pelo fato de “portar convicções em defesa da Civilização Cristã.”
Dr. Gérard Ducrey, advogado da TFP francesa. Para ele, a entidade foi posta em dois relatórios parlamentares pelo fato de “portar convicções em defesa da Civilização Cristã.”

Segundo Gérard Ducrey, advogado da TFP e especialista na defesa de liberdades públicas e do indivíduo nos meios de comunicação, “apesar da ausência de condenação, pelo fato desta Associação portar convicções em defesa da Civilização Cristã, ela foi citada em dois relatórios parlamentares. O apoio de Cardeais e Bispos da Igreja Católica não foi suficiente para cessar os ataques.” (1)

A TFP foi submetida a três rígidos controles fiscais e nunca foi encontrado algo que comprovasse possíveis irregularidades, conforme acusa o documento da MIVILUDES. (2)

Para Dr. Ducrey, a última decisão do dia 1 de junho de 2012 sobre o relatório de 2008 da Miviludes “constitui um precedente importante em matéria de jurisprudência: É a primeira vez na França que o autor de um relatório destinado ao primeiro ministro é condenado por difamação pública.” E mesmo condenado o “Sr. Fenech continua a propagar rumores sobre a TFP apesar de sua perfeita ortodoxia, tanto nos planos jurídico, administrativo e religioso”.

Georges Fenech é deputado do UMP, partido do ex-presidente da França Nicolas Sarkozy. Após a condenação ele declarou ao jornal “Le Progres” que “está muito surpreso com a decisão do Tribunal” pois em seu relatório não havia “nada de ofensivo.” (3)

Em comunicado do dia 07 de junho de 2012, a Sociedade Francesa de Defesa da Tradição, Família e Propriedade-TFP conclui: “A TFP, falsamente acusada, deve ser restaurada em sua dignidade de associação respeitadora das liberdades públicas e das leis.”

A França, outrora baluarte da Cristandade, atualmente persegue, com táticas já conhecidas, os defensores do ensinamento da Santa Igreja na esfera temporal.

Os acontecimentos históricos mostram que calúnias contra personagens providenciais sempre existiram. Com a TFP não foi, não é, e nem será diferente.

A luta pela restauração da Civilização Cristã continua.

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Referências:

(1)   http://www.ouvertures.net/georges-fenech-president-de-la-miviludes-condamne-pour-diffamation-publique/ – acessado em 6 de setembro de 2012.

(2)   Relatório de 2008:  http://www.miviludes.gouv.fr/sites/default/files/publications/francais/rapport_miviludes_2008_francais.pdf – acessados em 06 de setembro de 2012.

(3)   http://www.leprogres.fr/rhone/2012/06/08/miviludes-son-president-georges-fenech-fait-appel-de-sa-condamnation-pour-diffamation – acessado em 06 de setembro de 2012.

 

4 COMENTÁRIOS

  1. Ainda bém, que existe advogados capazes de defender, uma causa justa. E conseguir com seus argumentos provar, que a verdade ainda tem direito de sobreviver. Sobretudo neste mundo, onde somente o erro prevalece nos dias atuais.
    O triunfo dos maus; muitas vezes, é devido a covardia dos bons.
    Nós, que temos a graça, de sermos católicos. Deveríamos lutar com todas a nossas forças para impedir que os maus ramifiquem os seus errros.
    Joelson Ribeiro Ramos.

     
  2. É Sr. Hélio, no Brasil o Poder Judiciário não tem nada de isenção muito menos de justiça. Além disso, continua sendo o poder mais autocrático da República, em que pese o enfraquecimento da petulante posição que nele se arvoram seus membros, decorrente especialmente dos trabalhos de uma mulher, D. Eliana Calmon (conselho nacional de justiça).

     
  3. No país que difundiu a revolução da falsa liberdade e igualdade (fraternidade só com os “irmãos” iguais a eles mesmos) é surpreendente que essa perseguição tivesse sido condenada. Falta a reparação. O que diria o “Incorruptível” de tudo isso?

     
  4. Apesar dos pesares, os tribunais franceses ainda condenam os detratores públicos. O que não compreendo é como no Brasil são os próprios tribunais que retiram a direção da TFP das mãos de seus sócios-fundadores, para entregá-la a dissidentes que nada têm mais que ver com a orientação ideológica da entidade e as atividades por ela exercidas tradicionalmente durante várias décadas em todo o Brasil. A quem aproveita tal decisão?

     

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