Formação (R-CR): Também é filho da Revolução o “semi-contra-revolucionário”

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Capítulo IX  

Também é filho da Revolução o “semi-contra-revolucionário”

Tudo quanto aqui se disse dá fundamento a uma observação de importância prática.

Príncipe de Metternich (1773-1859), estadista e diplomata austríaco. No decorrer do século XIX, era tido como um grande contra-revolucionário pelos revolucionários. Ele mesmo desmentiu esta ideia, no fim de sua vida, ao afirmar que tinha introduzido no Império a trilogia da Revolução Francesa: liberdade, igualdade, fraternidade. Os fatos o confirmaram.

Espíritos marcados por essa Revolução interior poderão talvez, por um jogo qualquer de circunstâncias e de coincidência, como uma educação em meio fortemente tradicionalista e moralizado, conservar em um ou muitos pontos uma atitude contra-revolucionária39.

Sem embargo, na mentalidade destes “semi-contra-revolucionários” se terá entronizado o espírito da Revolução. E num povo onde a maioria esteja em tal estado de alma, a Revolução será incoercível enquanto este não mudar.

Assim, a unidade da Revolução trás, como contrapartida, que o contra-revolucionário autêntico só poderá ser total.

Quanto aos “semi-contra-revolucionários” em cuja alma começa a vacilar o ídolo da Revolução, a situação é algum tanto diversa. Tratamos do assunto na Parte II – Cap. XII, 10.

Nota:

39) Cfr. Parte I – Cap. VI, 5, A.

https://www.pliniocorreadeoliveira.info/RCR_0109_semicontrarevolucionario.htm

Comentário de 1966: “O semi-contra-revolucionário, por definição, tem algumas teses em que está de acordo conosco, como ele tem outras teses em que ele está em desacordo conosco. Isso é a definição do semi-contra-revolucionário. Mas nós temos uns tantos semi-contra-revolucionários que têm a preocupação do centrismo, a preocupação de estar a meio termo entre nós e os outros; na aparência, concordam com muitas de nossas teses, mas também concordam com muitas teses dos outros. E imaginam e gostam de dizer que eles estão numa posição prudente e moderada entre nós e os outros.

E, conclui o Prof. Plinio que é preciso mostrar à eles semi-contra-revolucionários que sua posição é contraditória e favorece o mal.

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