Importância real e importância publicitária: com esse título publicava a Folha de São Paulo, o artigo semanal do Prof. Plinio, na secção Tendências e Debates.

Hoje, passados 25 anos do falecimento do Prof. Plinio, constatamos, mais uma vez, o acerto, a precisão, o alerta norteador da opinião pública: importância publicitária não significa necessariamente importância real.

É verdade também que a Opinião Pública se vinga das violências, dos processos contínuos de sabotagem que a grande Midia opera contra o conservadorismo brasileiro. Vale dizer, contra o Brasil autêntico.

A natureza violentada se vinga à galope: a derrota do petismo e do falso Centrão, a partir das grandes manifestações da opinião pública, especialmente de 2015 para cá, trouxeram como consequência o impeachment de Dilma e a derrota nas Urnas.

Veremos, ao longo desse artigo, que apesar do silêncio da Mídia, o Prof. Plinio continua a inspirar importantes setores da opinião pública brasileira e, por que não dizer, é a referência do pólo conservador. Essa referência, não o esconde a Midia, e frequentemente a TFP (a grande obra pública do Prof. Plinio) é citada como pólo, como matriz, como ápice da posição antiprogressista, antissocialista e anticomunista. Note-se, isso continua após os 25 anos do falecimento do Prof. Plinio.

Importância real, lembramos, não é importância midiática.

… “não é simplesmente segundo o relevo que lhes dá a maioria dos jornais, que se pode adquirir uma noção exata da importância dos diversos acontecimentos.” (1)

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Não é fácil tarefa escolher um ângulo, um aspecto da vida ou da obra do Prof. Plinio que caiba razoavelmente nos limites de um artigo.

Temos catalogado em nossos arquivos mais de mil publicações, revistas, monografias, defesas de tese ressaltando a importância da atuação do Prof. Plinio na luta contra o progressismo, a esquerda católica, o socialismo e o comunismo.

Insuspeitos depoimentos de progressistas

— Na pena de D. Clemente José Carlos Isnard, O.S.B., Bispo de Nova Friburgo: “Composto de pessoas que se entendiam muito bem entre si, o grupo [liderado pelo Prof. Plinio] representava uma espécie de ponta de lança contra o movimento litúrgico. Quem quisesse sofrer [sic] que esperasse a edição semanal de O Legionário', onde podia sempre encontrar <strong>artigos contra o Movimento e suas manifestações, contra Maritain, contra osdesvios’ da Ação Católica, etc.” () Apud Bernard Botte, O.S.B., op. cit., p. 221.”

— Escreve Márcio Moreira Alves: “A Ação Católica começa a desenvolver uma personalidade própria em 1950, quando adota o modelo organizacional francês. É a partir deste momento
que servirá de ponto de partida para o comprometimento social dos seus militantes. Os adversários desse comprometimento, bem como das tendências para um igualitarismo
e um neo-modernismo (tendências que há muito tempo tinham observado na Ação Católica), com ela romperam em 1943. O porta-voz da ruptura é Plinio Corrêa de Oliveira e as razões do grupo são apresentadas em seu livro `Em Defesa da Ação Católica.” () A Igreja e a Política no Brasil, prefácio de Frei Betto, Ed. Brasiliense, São Paulo, 1979, 268 pp., p. 228.

— “Em 1950, a Sagrada Congregação dos Seminários e Estudos Universitários, da Santa Sé, enviou carta aos Bispos do Brasil, alertando-os para a necessidade de vigilância na formação dos futuros Sacerdotes. Um historiador eclesiástico (Fr. José Ariovaldo da Silva, O.F.M., O Movimento Litúrgico no Brasil, p. 336) atribui essa tomada de atitude da Santa Sé à atuação da corrente ligada ao “Legionário”. Diz ele: Tão influentes eram seus membros, tão fortemente soaram a trombeta de alarme, que a própria Santa Sé resolveu intervir através da Congregação dos Seminários”. O autor procura estabelecer coincidências entre vários conteúdos do documento e os conteúdos de acusações contra os chamados ‘liturgicistas’ no período anterior à ‘Mediator Dei”’ (p. 317).”

Tradição, Família, Propriedade

Tradição, Família, Propriedade: “a reunião desses três termos não se deve ao acaso ….
trata-se de bloco coerente que se aceita ou se rejeita, mas cujos elementos não se pode separar …. As novas comunidades não podem nascer e subsistir senão ultrapassando (sic)
a família, a propriedade privada e a tradição”.
Max Delespesse Tradition, Famille, Propriété: Jésus et la triple contestation,
Fleurus-Novalis, Paris-Ottawa, 1972, 200 pp., pp. 7-8.

A TFP marcou profundamente a História do Brasil. A luta contra a Reforma Agrária do governo Jango foi determinante para a queda daquela regime pró comunista.

Os maiores abaixo-assinados de nossa História se devem à iniciativas do Prof. Plinio

Em setembro de 1968, a TFP comemora, na Casa de Portugal em São Paulo, o término de sua campanha, em que 1.600.368 brasileiros pediam providências a Paulo VI contra a infiltração comunista na Igreja. Foi o maior abaixo-assinado da História do Brasil que contou com a assinatura de pessoas de destaque como arcebispos, bispos, governadores, juristas, professores, militares e o assentimento inconteste do povo brasileiro etc.

Essa foi uma das maiores derrotas do progressismo católico e do esquerdismo em nosso País.

— Uma campanha colossal, de caráter internacional, abrangendo 26 nações, para uma mensagem ao Presidente Vytautas Landsbergis, hipotecando todo o apoio à causa da independência da Lituânia [33]. Isto despertou um movimento também colossal de simpatia * [34].

* Em 130 dias de campanha, iniciada a 31 de maio de 1990, as TFPs e Bureaux-TFP reuniram em 26 países 5.218.520 assinaturas, que o Guiness Book of Records de 1993, anuário inglês mundialmente conceituado, afirmou ter sido o maior abaixo-assinado até então realizado no mundo.

Uma continuação e uma realidade no Brasil do século XXI

Aos leitores interessados na luta do Prof. Plinio e da TFP em defesa do Brasil e da civilização cristã recomendamos vivamos a obra: Minha Vida Pública.

Não basta ter marcado profundamente a História do Brasil. É necessário estar pesente na realidade brasileira do século XXI, na continuidade da luta contra o progressismo e o esquerdismo. Por iniciativa de fundadores da TFP foi constituído, em 2006, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

O leitor ali encontrará nossas iniciativas contra a ideologia de gênero, o aborto, a agenda homossexual; nossas campanhas em defesa da propriedade privada, da livre iniciativa. Nossa defesa da Tradição católica do povo brasileiro. Terá acesso a comentários sobre acontecimentos de relevo em nossos dias.

Um desconcerto para a Revolução: a apetência de jovens pelo livro base da TFP

Como mostra o Prof. Plinio há uma “plausibilidade desse “choque (contra revolucionário)” em nossos dias”.
“Não se trata apenas de apontar o risco de total desaparecimento da civilização, em que nos encontramos. É preciso saber mostrar, no caos que nos envolve, a face total da Revolução, em sua imensa hediondez. Sempre que esta face se revela, aparecem surtos de vigorosa reação”. (2)

Ora, o livro Revolução e Contra Revolução explicita, ilumina e orienta a luta entre bem e mal em nossos dias. Em sua velocidade rápida, os inimigos da Igreja e da Civilização Cristã, vêm dado passos arriscados e precipitados despertando uma sadia reação em todo o Ocidente.

Nosso Brasil sacudiu a ditadura petista e o falso Centrão infringindo-lhes uma derrota nas Ruas e nas Urnas. A pressa das esquerdas na destruição da família, com sua nefasta imposição da ditadura homossexual, da ideologia de gênero, do aborto, da violação do direito de propriedade, da ditadura ecológica fez despertar um sadio sobressalto, na maioria de nossa população.

O conceito de Revolução foi posto a nu. Essa é uma das maiores vitórias da Contra Revolução em nossos dias.

Em outras palavras, é uma grande vitória do Prof. Plinio, como mestre e inspirador das novas gerações, na reconstrução do Brasil: o livro Revolução e Contra Revolução desperta nas jovens gerações uma procura, uma apetência e uma compreensão da atualidade da luta entre bem e mal que, pode ser considerado, como uma ajuda da Providência Divina a iluminar, alentar e dar rumo ao futuro de nosso Brasil.

Confiemos no Cristo Redentor e em Nossa Senhora Aparecida: O Brasil ainda será um grande País!

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