A beleza do Oriente

Vendo essa foto, logo à primeira vista fica-se atônito diante de tal colorido múltiplo e contrastante, do domínio absoluto desses homens calmos e esguios, com suas vestes alvas e simples, tendo as cabeças cingidas por turbantes magníficos que mais parecem coroas de reis, sobre elefantes fortíssimos e imensos, mas submissos como cordeiros numa pradaria.

A natureza se encarrega de realçar esse quadro magnífico com a moldura simples e sem pompa de um céu azul, com algumas nuvens brancas.

A cena é impactante, como mais não poderia ser. É feérica! Nem é preciso dizer que estamos na Índia, a terra legendária dos marajás e dos rajás, que nada tem a ver com a Índia moderna, nascida do espírito de rebelião de Ghandi e seus sequazes.

Tem-se vontade de parar e ficar olhando, olhando… olhando! A cena é tão polimórfica, tão rica de coloridos, de aspectos inesperados, que não cansa contemplá-la.

Estilo Oriental e Ocidental

É claro que não encontramos neste cenário o inigualável senso das medidas e da proporção, de que a França é o exemplo sem par. Nada ele se equipara também à “garra” ibérica, à ordenação alemã, à graça austríaca, à perfeição das formas da bela Itália. Ou seja, não estamos diante de um fruto característico da civilização cristã.

Ambiente para uma autêntica catequese

Deve por isso ser rejeitado? De nenhum modo! Ao contrário do neopaganismo atual, em que tudo é feio e disforme, o mundo antigo, ainda não cristianizado, era depositário de numerosos valores de ordem natural, muitos deles encantadores, que uma catequese autêntica e inteligente deveria saber aproveitar e levar ao auge pela ação da graça divina.

Nesse sentido, consideremos o que nos diz Plinio Corrêa de Oliveira:“Entre as tradições que merecem sobreviver, algumas […] há em que não se pode tocar sem desfigurar a própria alma da nação, o seu processo de continuidade histórica, sua própria identidade consigo mesma. […] Na Índia dos marajás, por exemplo, muita coisa haveria que modificar. Mas essa obra jamais poderia degenerar num fazer tabula rasa de todos os tesouros de arte, cultura e talento da Índia tradicional. Nem numa substituição sumária e total da Índia grandiosa, lendária e poética, plasmada pelos séculos, por um Estado socialista, prosaico e vulgar como é a Índia atual” (“Ambientes, Costumes, Civilizações”, in “Catolicismo”, março/1967).

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor deixe seu comentário!
Por favor insira seu nome