Destaques


1 – LIBERDADE RELIGIOSA X DISCRIMINAÇÃO
2 – EM SÍNTESE, ELEIÇÕES NA VENEZUELA
3 – VENEZUELA EM DIREÇÃO AO CONFRONTO
4 – MENOS FALA E MAIS AÇÃO

 

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1Liberdade religiosa x discriminação

Jack Phillips: “It’s not just a cake … It’s a Masterpiece!”.

Um caso típico da contradição do mundo neopagão hodierno: “O bolo de casamento para celebrar a união de Charlie Craig e David Mullins é o pivô de um dos mais importantes casos sobre o conflito entre liberdade religiosa e discriminação a chegar à Suprema Corte dos Estados Unidos. O dono da confeitaria Masterpiece Cakeshop, Jack Phillips, recusou o pedido de Charlie e David de criar um bolo para comemorar seu casamento. Ambos apresentaram queixa no Colorado, onde vivem, com base na lei que proíbe discriminação com base em orientação sexual, religião, sexo, idade e origem nacional. O casal venceu em todas as instâncias locais e o caso será examinado pela Suprema Corte no fim do ano. (O Estado de S. Paulo, segunda-feira, 16 de outubro de 2017, “[Homossexuais] levam padeiro à Suprema Corte nos EUA”).

Para ser coerente com a sua fé e seus princípios, o confeiteiro se recusou a fazer o bolo. Agora, o mesmo Estado liberal que garante a liberdade como algo sagrado quer cercear a liberdade desse confeiteiro em nome da não discriminação. Quando as leis entram em conflito, o caso vai parar no judiciário – e pode chegar até a Suprema Corte, como neste caso – para se resolver uma questão que já está resolvida pela moral católica, ou cristã (para ser mais abrangente). Se as sociedades respeitassem a moral, o problema nem sequer existiria!

2Em síntese, eleições na Venezuela

Articulista da Folha de São Paulo questiona por que o ditador Nicolás Maduro da Venezuela resolveu convocar eleições regionais. A resposta é simples: fraude. O eleitorado consultado pelo Venebarómetro dá exatamente essa resposta: 70,3% acham que as eleições seriam fraudulentas.

Certamente, por terem como certo que haveria fraude e como forma de continuar protestando e não legitimar o governo Maduro, muitos oposicionistas se abstiveram de votar.

Entre as irregularidades nas eleições estão a mudança de mesas de votação de última hora em distritos opositores, intimidação de eleitores por grupos armados leais ao governo e distribuição de dinheiro e até alimentos em troca de votos.

governos de EUA e França não reconheceram os resultados, e Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru pediram com urgência uma auditoria independente das eleições.

Os 5 candidatos de oposição eleitos reiteram que não prestarão juramento à Assembleia Constituinte – conforme é a vontade de Maduro – uma vez que não a reconhecem. E com razão. A própria empresa que operou as urnas eletrônicas, à época da eleição para a Constituinte, denunciou, em coletiva de imprensa em Londres, que houve fraude naquela consulta. Já aos 18 governadores chavistas, foi dado posse.

3Venezuela em direção ao confronto

A Professora da Universidade Central da Venezuela (UCV), Margarita López Maya, se disse “surpresa com os resultados das eleições na Venezuela”. Segundo ela, “todas as pesquisas mostravam outro cenário”. ― “Não podemos descartar que tenham manipulado as máquinas do Conselho Nacional Eleitoral”.

Segundo ela, “estamos caminhando na direção de ter um sistema de partido hegemônico, que permite a existência de uma pequena oposição para criar fachada democrática”.

Na opinião da professora, “os partidos mais tradicionais são ingênuos [serão mesmo?] e acham que o governo trapaceia, mas preserva o essencial do jogo democrático. Já as novas lideranças entendem melhor o que está acontecendo e sabem que este regime não acredita em eleições, nem em pluralismo. Que não tem escrúpulos e não permitirá a alternância no poder. A oposição ficará mais enfraquecida e submersa em disputas internas”. Qualquer semelhança com o PT e cia no Brasil não é mera coincidência.

Nesse quadro, “a professora conclui que estamos avançando em direção a um cenário de mais violência e menos democracia”.
Fonte: O Globo, terça-feira, 17 de outubro de 2017, “ ‘Avançamos em direção a um cenário de mais violência’”

4Menos fala e mais ação

O vice-presidente da Assembleia Nacional, o oposicionista Freddy Guevara, afirma que há um consenso por parte de líderes estrangeiros de que a Venezuela vive uma ditadura, e que só declarações públicas, como tem feito os países do Mercosul e do Grupo de Lima, pedindo mais diálogo, não surtirão efeito.

E tem razão. Guevara sugere “investigar as contas secretas dos funcionários chavistas no exterior”. Com certeza descobririam transações suspeitas, pois “o regime chavista desviou milhões de dólares para bancos de, ao menos, cinco países em três continentes diferentes” conforme afirmou a procuradora afastada Luiza Ortega, ela também chavista, portanto, insuspeita. Guevara atribui aos chavistas “relações com o crime organizado e o narcotráfico”. Assim, é preciso “que se abram investigações internacionais contra eles”. Investigações como essas talvez expliquem alguns dos apoios que o ditador Maduro consegue.

(Folha de S. Paulo, segunda-feira, 16 de outubro de 2017, “Crítica de países latinos a Maduro precisa passar à ação, diz oposicionista”)
(O Estado de S. Paulo, domingo, 15 de outubro de 2017, “Odebrecht financiou campanhas na Venezuela por uma década, diz delator”)

 

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