Este é o famoso castelo de Saumur.

Há no castelo duas partes diferentes: uma parte vai do chão até as primeiras janelas.

São torres fortes que agarram como garras. Essas torres suportam com decisão e para todo o sempre, uma massa enorme.

À medida que as torres vão subindo, vão se tornando mais leves. E no alto elas como que se dividem num mundo de agulhas, de flechas, que todas elas tendem para o Céu.

Todas elas ‒ aqui a reprodução não dá ‒ têm no alto figuras simbólicas: um galo, símbolo da França, símbolo da Igreja, ou uma flor-de-lis, grandes e douradas.

De maneira que, quando bate o meio-dia sobre o castelo de Saumur, dá a impressão de que ele vai levantar para o Céu.

Podemos imaginar o castelo durante a noite, com vitrais em todos essas janelas, que fazem dele um escrínio de pedras preciosas luminosas, acesas na luz indecisa das velas.

As torre são tão altas que, para encostar escada e começar a subir, já levou tanta pedrada, tanta flecha, tantos recipientes de óleo em ebulição, de água quente, que não se ataca!

Castelo fortíssimo, castelo de uma delicadeza maravilhosa, que tem as garras na Terra, portanto é pão-pão, queijo-queijo, mas tem a alma no Céu.

Assim deve ser a alma do verdadeiro católico.

Nas suas culminâncias deve ser subtil, pronta para mover-se, elevada e tendendo para o Céu como uma chama de uma vela.

Mas, no que se diz de prático, agarra ali! Pega, faz e manda!

  • Excerto de uma conferência, sem revisão do autor.

2 COMENTÁRIOS

  1. Tenho 58 anos de idade e, portanto, era muito pequeno à epoca do Concílio Vaticano II. Gostaria de ler mais sobre ele, por partilhar da opinião que este foi “porta de entrada” para movimentos estranhos ao Catolicismo e de abandono da Tradição e da Palavra de Cristo.

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