Ao contrário do que a mídia brasileira costuma veicular, a economia da China continua em queda. Por outro lado, melhoram as posições da Índia, Vietnã, Malásia, Camboja e Filipinas.

    Vamos diretamente aos fatos.

     Cerca de 200 empresas dos EUA estudam transferir a produção que vêm mantendo na China para a Índia, informa Nicole Hao de The Epoch Times (29-4-19). Com efeito, esses empresários visam estabelecer uma base de manufatura alternativa na Índia.

     Em recente entrevista concedida à Press Trustof India, a maior agência de notícias do país, MukeshAghi, presidente e CEO do Fórum Estratégico de Parceria EUA-Índia, disse que nos últimos meses ele recebeu um número de consultas de empresas norte-americanas bem maior do que de costume.

     A disputa comercial entre os Estados Unidos e a China — com tarifas norte-americanas sobre produtos fabricados na China — já levou muitos fabricantes com bases de produção na China a retirar suas fábricas do país a fim de evitar perdas.

    Em dezembro de 2018, surgiram notícias de que a Foxconn, conhecida por fabricar produtos da Apple, começaria a montar seus iPhones na Índia. Vários outros fornecedores da Apple também anunciaram que construiriam novas fábricas ou aumentariam a capacidade de produção nesse país.

     Mesmo antes do início da guerra comercial EUA-China, a Samsung, Intel, LG, Nokia, Nike e Adidas já haviam começado a abandonar a China em razão do aumento dos custos de produção. Com efeito, o futuro incerto da guerra tarifária China x EUA abriu oportunidades para outros países asiáticos.

    O presidente e CEO do Fórum Estratégico de Parceria EUA-Índia disse esperar que o próximo governo indiano acelere as reformas econômicas e torne o processo de tomada de decisão mais transparente, a fim de atrair mais empresas no país.

    A Índia, com 900 milhões de eleitores, está para realizar eleições. Tanto o Bharatiya Janata, liderado pelo atual Primeiro Ministro, quanto o partido Congresso Nacional Indiano já manifestaram desejo de receber mais investimentos estrangeiros.

    De acordo com o Mizuho Research Institutedo Japão, o Vietnã vem sendo o maior beneficiário da guerra comercial EUA-China até o momento. Capitalizando interesses das empresas que deixam a China, países como o Camboja, Filipinas, Malásia, México e Taiwan têm impulsionado políticas no sentido de atrair investimentos estrangeiros.

    Analistas internacionais chamam a atenção para o fato de que, nós ocidentais, focalizamos erroneamente o que vem se passando com a China, como se ela mantivesse um regime democrático transparente, com liberdade de imprensa e de religião. Isto está longe de ser verdade.

     A China continua sendo um regime autoritário, ditatorial, em que as determinações do PC se impõem a todo o país. Não há oposição. Para os descontentes há os 200 milhões de câmeras a policiá-los, pontuá-los e depois reprimi-los duramente. Até internet é censurada.

    Quer fazer carreira na China? Baixe o aplicativo do governo, acesse-o com frequência, faça comentários elogiosos ao ditador Xi Jinping. Quer desgraça para si e para os seus? Tente fazer alguma crítica… Essa é a China que ameaçou o Brasil caso se alinhasse aos EUA.

  Na medida em que alguns incautos dizem que a China poderá fazer grandes investimentos no Brasil, ela agradece e, muito feliz, muda de diapasão… Sejamos cautos e desconfiados! O “gigante” chinês, além de muito midiático, tem pés de barro!

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