“Ó Pátria amada, que de tua glória resta?”

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    A propósito do “Dia da Pátria” que celebramos neste 7 de setembro — há 194 anos da memorável proclamação da independência do Brasil pelo Príncipe Regente Dom Pedro I —, transcrevemos abaixo uma redação de um menino.

    Sr-Dr-Plinio-BN098-de-marinero-215x300O professor de português de Plinio Corrêa de Oliveira — quando este contava apenas 11 anos e estudava no Colégio São Luiz, que ainda hoje funciona no mesmo local na Av. Paulista — determinou, como exercício escolar, que os alunos escrevessem uma redação com o tema “PÁTRIA”.

    O primoroso texto (fac-símile abaixo) é datado de 20 de abril de 1920 e foi por décadas guardado, entre diversos outros, com todo carinho pela senhora mãe do Prof. Plinio, Dona Lucília Ribeiro dos Santos Corrêa de Oliveira (1876 – 1968).

    A Pátria

    Ó Pátria amada, que de tua glória resta? As ondas do mar contam-me, quantas vezes teus navios sulcaram sua tona carregados de louros. Choraram teu manto de rainha o Ganges, o Tigre. Tão temida outrora, e hoje ninguém te receia! Adormecida sobre as tuas passadas glórias, só um monumento resta que as atesta: Os Lusíadas! Dizem em vão os lisboetas que, quem não viu Lisboa não viu cousa boa. Em 1500 estendeu os seus braços imensos a uma vastíssima região que denominou: Vera Cruz (mais tarde Brasil). Ó Pátria amada onde está essa glória?

    20-IV-1920

    Plinio Corrêa de Oliveira 

    Patria