O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.

O novo presidente do México Andrés Manuel López Obrador, alinhado aos regimes socialo-comunistas da família Castro, de Maduro e de Ortega exigiu que a Espanha pedisse perdão pela evangelização e civilização do seu país, alegando crimes contra os “povos mexicanos originários”.

O ponto de partida da exigência é um velho sofisma desenvolvido pela Teologia da Libertação e que mais recentemente foi remoçado pelo missionarismo comuno tribal e seu sócio o ambientalismo radical.

Em síntese, o sofisma diz que a Cruz de Cristo e a Civilização Cristã arrancaram os indígenas, ou “povos originários”, de sua mística integração na natureza e extirparam suas crenças – idolátricas, sanguinárias e até canibais – produzindo um desgarramento na Mãe Terra, também chamada Pachamama ou Gaia.

Mas López Obrador não imaginou a vergonha que iria passar e o desnudamento de seus erros nas respostas que recebeu da Espanha.

No quotidiano “ABC” de Madri, o premiado escritor Juan Manuel del Prada pôs em evidência que a atual propaganda de uma mitificada vida tribal integrada no meio ambiente resulta apenas de um “ódio teológico”, voltado contra o cristianismo e a civilização.

A expressão “ódio teológico” é o nome dado ao furor e à ira gerados por controvérsias envolvendo teologia. A expressão também descreve disputas não-teológicas de natureza rancorosa. Cfr. Wikipédia, “Odium theologicum”.

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Trata-se de um ódio religioso que apela à violência porque não só é verbal ou intelectual, mas em muitas ocasiões passa à agressão física, incluindo o extermínio e a perseguição judicial, com destaque para seu caráter rancoroso e a utilização de recursos de baixa política, segundo registra o verbete em espanhol da Wikipédia “Odium theologicum”.

O premiado escritor que citamos destaca que tirar os pobres indígenas da situação miserável de ignorância e crueldade na vida da selva constituiu “o maior avanço civilizador da história da Humanidade”.

O espírito evangelizador e civilizador se funda no fato que Deus fez que todos os homens fossem descendentes de um mesmo casal, fato que os irmana.

E, depois, ter enviado Seu Filho encarnado para se passear entre os homens cuja carne, sangue e alma partilhava enquanto descendente desse casal.

Por fim, o mesmo Jesus Cristo legou ao Papa seus direitos com a obrigação de levar seus ensinamentos a todos os povos, para que esses atingissem a plenitude de bem possível nesta Terra, e depois a bem-aventurança eterna.

Essa ideia de unidade de todos os homens é a pedra básica que fundamenta o Direito, o respeito dos todos os direitos dos homens e a Justiça bem entendida.

Mas essa ideia não existia nos endeusados “povos originários” da América.

O que vigorava neles era bem o contrário: hediondos crimes massivos e sacrifícios humanos.

Exemplo arquetípico foram os cometidos pelos astecas sobre dezenas de milhares de seres humanos com objetivos adivinhatórios, mágicos e de escravidão.

Estrutura de caveiras do Gran Tzompantli da antiga Tenochtitlán inclui de mulheres e crianças sacrificadas à Mãe Terra. Foto: National Geographic

O escritor dá numerosos exemplos da preocupação dos reis espanhóis pelo bem dos indígenas e pela punição dos abusos cometidos cá e lá contra eles. Poderíamos falar ainda do bem feito pelos reis portugueses.

É inevitável então que López Obrador apele ao “ódio teológico”, por ira ou ódio resultantes de querelas teológicas, ou de disputas não-teológicas de natureza rancorosa, e de modo visceralmente anticientífico.

E, acrescenta Juan Manuel del Prada, o esquerdista presidente mexicano responsabiliza por igual à Igreja à Espanha repetindo os arcaicos estereótipos da Lenda Negra onde só se acha mais ódio teológico, hoje também ecológico contra a divina religião de Jesus Cristo.

Mais uma vez, o Portugal e nossos indígenas, especialmente os da Amazônia são encaixados nessa propaganda anticristã.

A religião do Evangelho transmitida por heroicos missionários e conquistadores “liberou” os “povos originários” de Montezuma e seus sacerdotes.

Quer dizer desses “bondosos selvagens” que arrancavam os corações ainda batendo e bebiam o sangue que faziam jorrar das carótidas de suas vítimas.

A também escritora Maria Luísa Cruz Picallo, em ‘Carta aberta a López Obrador’ no mesmo “ABC”, após enunciar os bens que o catolicismo dos Papas derramou com mãos largas sobre a Espanha, especialmente liberando-as do fanatismo maometano, acaba patenteando que os alegados quiméricos do presidente esquerdista só se entendem em função de um ódio ideológico preconcebido.

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Lhe ensina – pois o presidente ecolo-esquerdista parece ignorá-lo de todo – que os muros dos templos astecas não estavam pintados de negro como parecia.

“Eram camadas e camadas de sangue coagulado tirado do coração arrancado das vítimas vivas nos sacrifícios humanos em abjetas cerimônias religiosas”, talvez hoje não tão reprovadas pelo ecumenismo e pelo comunismo ecotribalista.

O Direito, as leis equânimes, o ensino, a alfabetização, as universidades, as escolas, as igrejas, os conventos, as fazendas, os ateliês, os engenhos, médicos, veterinários, mestres, entraram sob a luz abençoada da Cruz e do brasão dos civilizadores erradicando o primitivismo, a barbárie e a crueldade.

No fim, a douta escritora atirou-lhe em rosto: “O senhor não conhece e até despreza a história da Espanha, da Europa e até a de seu próprio país”.

No Brasil, análogas explosões desse “ódio teológico” parecem acontecer nas cabeças de eclesiásticos promotores do Sínodo da Amazônia.

López Obrador não teve o que responder e se encolheu no silêncio.

Porém, os propagandistas de um Sínodo Pan-amazônico ecologista e místico tribal não dão sinais de quererem aprender a lição.

Eles se voltam com admiração cega para um futuro ecológico-religioso quimérico que evoca as páginas mais degradantes da pré-história indígena.


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