Em vários países da América Latina ficaram de moda os chamados protestos sociais. No Chile, contrariando o desejo da grande maioria de seus habitantes, eles conseguiram desestabilizar o país e lançá-lo no caminho do caos, destruindo a economia e exigindo reformas sociais e políticas urgentes, que incluem uma consulta popular para mudar a Constituição — a mesma que lhes deu a prosperidade alcançada durante quase 40 anos de desenvolvimento sustentado.

Entretanto, na Colômbia, onde os organizadores dessa nova forma de revolução social tentaram fazer algo semelhante, o tiro saiu pela culatra. Embora tenham conseguido gerar sérios distúrbios nas principais cidades e destruir alguns bens do mobiliário público e privado, é um fato que os promotores do vandalismo terrorista constituem uma minoria minúscula e são rejeitados por quase todos os colombianos. Obviamente, eles estão tomados por um radicalismo fanático que obedece cegamente a uma articulação subversiva misteriosa e desconhecida que dirige, organiza e executa esse novo tipo de ação revolucionária.

Quem são eles? Quem os organiza? O que querem? Que vínculos têm com as FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia) e com o ELN Ejercito de Liberacion Nacional? E com Cuba e Venezuela? Essas são questões muito sérias que devem ser respondidas com urgência pelas agências de inteligência do Estado, as quais foram praticamente desmanteladas pelo governo anterior e há alguns anos não produzem resultados. É imperativo fazer sem delongas uma investigação minuciosa do que está acontecendo na Colômbia.

Uma coisa é o protesto pacífico e legal, que deve ser respeitado pelo Estado, e outra, completamente diferente, é a que gera sérios distúrbios na ordem pública, como vimos presenciando na Colômbia nos últimos meses. Estamos em face de um laboratório de revolução social em que o Estado autoriza manifestações de protesto supostamente pacíficas e ordenadas, mas dentro das quais aparecem minorias radicais encapuzadas que empreendem um vandalismo e uma ação terrorista contra a sociedade, que vê absolutamente negados todos os seus direitos, inclusive o de autodefesa, sem que o Estado intervenha para evitar esse abuso infame.

Impunidade para vândalos, falta de proteção para os cidadãos de bem

Enquanto estações de transporte e repartições públicas são destruídas, lojas e empresas privadas saqueadas e milhões de cidadãos impedidos de exercer seu sagrado direito ao trabalho e à livre mobilização, o governo fala em diálogo, entendimento e tolerância. E, o que é pior, alguns dos novos prefeitos recém-empossados, como os de Bogotá e Medellín, proclamam-se patrocinadores e protetores do protesto, atando as mãos da Polícia, impedindo-a de usar armas legítimas para se defender de ataques subversivos e garantir a ordem social.

Vimos, no dia 21 de janeiro, multidões enfurecidas querendo matar um grupo de policiais desarmados e indefesos em Bogotá, atacando-os com bombas explosivas, pedras, paus e outros objetos contundentes. A prefeita os proibira expressamente de exercer qualquer ação contra os vândalos que, entretanto, queriam matá-los naquele momento. Em que lugar do mundo se viu semelhante injustiça? Simplesmente, chegamos ao auge do absurdo.

A isso se soma o maior ridículo, que foi o anúncio pela prefeita de Bogotá da criação de um novo protocolo para enfrentar as multidões raivosas que querem destruir a cidade. Consistirá no envio de mães “avançadas”, vestidas de branco e portando bandeiras brancas, pretendendo com suas pantomimas e discursos pacifistas dissuadir terroristas, quando o resultado óbvio será que os mesmos morrerão de rir da fraqueza do Estado, que os encoraja a executar excessos cada vez mais radicais, enquanto os cidadãos honestos têm todos os seus direitos negados e são maltratados. Tudo isso porque as forças de segurança do Estado estão proibidas de agir. Estaremos nós, colombianos, assistindo a um suicídio social planejado?

A Colômbia tem que acordar! As agências de segurança, comandadas pelo Presidente da República, têm a obrigação de identificar os responsáveis ​​por essa destruição. Os vândalos encapuzados devem ser detidos e processados, acusados ​​de tentativa de assassinato, terrorismo e danos em bens alheios, públicos e privados. E todo o sistema judicial do País, representado por juízes e promotores, deve agir rápida e eficazmente.

Quem está por trás das marchas?

E — o mais importante — que seja investigado quem é o cérebro oculto que articula e direciona um perigo tão grave para a nossa Pátria. Sem dúvida, o ressentido e tóxico senador Gustavo Petro [foto] é um dos causadores dos distúrbios, pois ele se declarou publicamente responsável em mandar para as ruas toda a sua “Colômbia humana”, a qual não passa de uma minoria organizada que faz do roubo e da rapina seu mais excelso objetivo, e que, apoiada pela revolução cubano-venezuelana, quer nos destruir para nos impor um regime de miséria e escravidão.

Fiéis aos princípios marxistas de sempre, essas revoluções preferem recuar com prudência quando encontram resistência de aço. Mas quando encontram traição, covardia e engano, como já aconteceu, por exemplo, no Chile, avançam com determinação e demolem tudo que está no caminho. Essa é a estratégia daqueles que lideram o protesto — iniciado com 13 demandas ao governo do presidente Ivan Duque, mas que após este os receber em seu gabinete e anunciar a criação de mesas de diálogo em todo o país, seu número aumentou para mais de 100. E se esses radicais forem confrontados com governantes de gelatina, dispostos a ceder tudo, a trair seus eleitores e o país, então a tragédia atingirá a Colômbia sem contemplação.

Nós, colombianos, temos muito claro que aquilo que está por trás do chamado “protesto social” nada mais é do que a destruição de fontes de emprego, o fim do desenvolvimento empresarial, a aniquilação das liberdades legítimas e a imposição de ditadura do proletariado. Talvez esse conceito já esteja obsoleto, mas pura e simplesmente significa o que os promotores de protesto querem esconder: o triunfo radical do comunismo.

_____________

* Diretor da Sociedad Colombiana Tradición y Acción.

Deixe uma resposta