Atribui-se a invenção do famoso queijo Camembert a Marie-Catherine Fontaine, que se tornou Marie Harel ao casar-se com Jacques Harel em 10 de maio de 1785. Segundo a legenda, muito teria contribuído para o aprimoramento desse queijo os conselhos que Marie Harel [estátua ao lado] recebeu do Pe. Charles-Jean Bonvoust, sacerdote católico refratário — ou seja, que por amor aos bons princípios recusou-se a servir a ímpia Revolução francesa de 1789. Escondido entre 1796-97 no manoir de Beaumoncel, esse religioso teria conhecido a Sra. Harel, que ali trabalhava.

O fato é que na aldeia de Camembert [foto ao lado], no departamento do Orne (Normandia), surgiu esse queijo fantástico. Mais ao norte encontram-se Livarot e Pont-l’Evêque, que produzem queijos também famosos. A cidade mais conhecida do Pays d’Auge é Lisieux, onde viveu Santa Teresinha do Menino Jesus.

O autêntico e famoso queijo camembert, da Normandia, há anos estava ameaçado de desaparecer. Injunções da União Europeia e de macro-atravessadores internacionais pressionavam no sentido de obrigar os produtores desse tipo de queijo a utilizar leite pasteurizado na sua fabricação, e não o leite cru, como é necessário para a obtenção do seu melhor sabor.Após anos de querelas judiciais, os defensores da tradição levaram a melhor. Com efeito, o Comitê Nacional de Denominações do Instituto Nacional da Origem e Qualidade francês estabeleceu recentemente que apenas pode ser rotulado “camembert de Normandie” o queijo feito com leite cru, tirado de vacas normandas, numa região definida da Baixa Normandia, além de outras exigências tradicionais de produção, refinamento e empacotamento. É o que se pode ler nos arquivos do diário “Ouest-France”.

Vitória da tradição… e do bom gosto.

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Fonte: Revista Catolicismo, Nº 803, Novembro/2017.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Já degustei essa maravilha ! Estudando na Dinamarca tinham me recomendado que experimentasse: comprei no setor de importados do supermercado Bilka, na cidade de Aarhus onde eu morava, logicamente na prateleira dos queijos da França levei para casa, preparei alguns “tira-gostos” de arenque e porco, para “honrar ” o camembert ,(pacote pequeno importado) e vinho branco seco alemão, também vinho tinto da região da “Rioja” (Espanha) para as convidadas e convidados ao evento. O primeiro impacto foi no meu nariz ….bem forte o “aroma” dava vontade de sair rápido da sala, passado o susto no meu “órgão olfativo” passei a realizar a “experiência”: uma delicia! um sabor único. Experimentem o produto da Normandia, vale a pena !

     

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