SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI

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Em Orvieto, no final da belíssima procissão de Corpus Christi, a benção do Santíssimo Sacramento, no dia 2 de junho de 2013 [Foto PRC].

A festividade de Corpus Christi (ou Corpus Domini) foi estabelecida para publicamente honrar e adorar o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente na Sagrada Eucaristia.

A primeira cidade na História a comemorar em ruas e praças públicas essa festa eucarística foi Orvieto, na região italiana da Úmbria, conhecida como a “Cidade do Corpus Christi”. Até nos presentes dias, nela se transcorrem as mais belas procissões portando num magnífico andor o célebre “Milagre de Bolsena” [na foto ao lado, atrás do ostensório], que está na origem da primeira procissão pública de Corpus Christi. Para essa ocasião os citadinos se vestem com riquíssimos trajes, como os usados no século XIII.

Em 11 de agosto de 1264, com a bula Transiturus de hoc mundo, o Papa Urbano IV estendeu a todo o Orbe católico a Festa de Corpus Christi. Ela é realizada na quinta-feira — em lembrança da celebração, na Quinta-Feira Santa, da primeira Missa, quando Nosso Senhor instituiu o Sacramento da Eucaristia.

Infelizmente, nesta quinta-feira de Corpus Christi deste ano, poucas solenidades ocorrerão. Tudo em nome do falso pretexto da pandemia. Mesmo assim, não deixemos nós de adorar o Santíssimo Sacramento de modo especial. Para esse momento de adoração seguem alguns evocativos pensamentos que poderão nos auxiliar.

“Isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por vós e por muitos em remissão dos pecados”.

(Jesus Cristo, em Mt 26, 28)

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“A devoção à Eucaristia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por objeto; é a mais salutar, porque nos dá o próprio autor da graça; é a mais suave, pois suave é o Senhor. Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”.

(Papa São Pio X)

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“É uma graça (a Eucaristia) de heroísmo na luta; seu efeito próprio é não só o de amortecer em nós o fogo das paixões, como o de tornar-nos invencíveis contra todas as potências infernais”.

(Santo Tomás de Aquino)

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“Deus, como ser infinitamente sábio e infinitamente poderoso, não poderia e nem saberia dar-nos mais precioso mimo do que o da Eucaristia; visto que, neste dom, se nos dava a Si mesmo”.

(Santo Agostinho)

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“Se acreditamos que Deus pode criar do nada todos os seres, devemos crer mais facilmente que possa permutar uma substância por outra. Se todos os dias, por virtude natural e não menos incompreensível, o pão e o vinho se transformam no corpo e no sangue daqueles a quem servem de alimento, por que não haveremos de crer que, por divina virtude, os mesmos objetos se transformem no corpo e no sangue de Jesus Cristo?”.

(Santo Ambrósio)

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“Ninguém cônscio de pecado mortal, por mais contrito que se julgue, se aproxime da Sagrada Eucaristia sem ter recebido antes o Sacramento da penitência”.

(Concílio de Trento)

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