“O primeiro-ministro chinês Li Keqiang pediu aos líderes da Espanha e da Holanda que apoiassem o acordo de investimento proposto por Pequim com a União Europeia, depois que um alto funcionário francês ameaçou bloqueá-lo por questões de trabalho forçado.

Por que a China viola sistematicamente os direitos humanos?

A pergunta é quase infantil. E a resposta é tão antiga quanto a existência dos regimes comunistas. Teríamos que voltar aos dias sanguinários e repressores de Lenine, Stalin e mais tarde a Mao. Fidel Castro e Maduro, em nosso continente. O comunismo, ensina o Prof. Plinio, é:

uma seita filosofica atéia, materialista e hegeliana, a qual deduz dos seus errôneos princípios toda uma concepção peculiar do homem, da economia, da sociedade, da política, da cultura e da civilização;
uma organização subversiva mundial: o comunismo não é apenas um movimento de caráter especulativo. Pelos imperativos de sua própria doutrina quer ele tornar comunistas todos os homens, e amoldar inteiramente segundo os seus princípios a vida de todos os povos. Considerada neste aspecto, a seita marxista professa o imperialismo integral, não só porque visa a imposição do pensamento e da vontade de uma minoria a todos os homens, mas ainda porque essa imposição atinge o homem todo, em todas as manifestações de sua atividade. (1)

Violar os direitos humanos, estabelecer campos de re-educação, cercear a liberdade de expressão, sobretudo perseguir a Santa Igreja são práticas habituais nos países comunistas a fim de prevalecer o os interesses do Partido.

Continua a notícia: “As preocupações com o trabalho forçado continuam a ser um obstáculo para o acordo UE-China”. Acrescentamos que deveria ser uma condição sine qua non para estabelecer relações comerciais. A outra, ainda mais grave, é a perseguição religiosa implacável modida pelo ditador Xi Jinping às religiões e em particular à Igreja Católica que evangelizou de civilizou a Europa.

China esmola apoio da Espanha e Holanda

“Em outra ligação para o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez, a Xinhua (midia chinesa) disse que Li prometeu cooperar com a UE no acordo, mudança climática e desenvolvimento verde, acrescentando: “A China espera que a UE continue a fornecer um acordo justo, aberto e não discriminatório ambiente de negócios para as empresas chinesas. “

Quem vai acreditar em palavras e acordos estabelecidos com um regime comunista? E a Lei de Segurança Nacional imposta por Pequim a Hong Kong que viola o acordo com o Reino Unido?

Finalmente a impugnação ao “trabalho forçado”

“Li fez as ligações horas depois de autoridades francesas e polonesas se oporem ao acordo de investimento da UE, respectivamente sobre as responsabilidades da China em relação aos direitos trabalhistas, bem como a necessidade da UE de se coordenar com os EUA sobre a China.”

“Não podemos facilitar o investimento na China se não nos comprometermos com a abolição do trabalho forçado”, disse Franck Riester, o ministro delegado responsável pelo comércio no Ministério das Relações Exteriores da França, em uma entrevista ao Le Monde.”
O oficial de comércio francês, Trade Franck Riester, mostrado em visita a um mercado de alimentos ao sul de Paris em 10 de dezembro, levantou objeções ao acordo proposto por não tratar dos direitos trabalhistas. Foto: AFP
O oficial de comércio francês, Trade Franck Riester, mostrado em visita a um mercado de alimentos ao sul de Paris em 10 de dezembro, levantou objeções ao acordo proposto por não tratar dos direitos trabalhistas. Foto: AFP
Riester sugeriu que o acordo poderia ser bloqueado se Pequim não concordasse com os convênios internacionais que proíbem o trabalho forçado.

França impõe condições: convenções da OIT

Referindo-se à Organização Internacional do Trabalho, o oficial de comércio francês, Trade Franck Riester disse: “No que diz respeito ao acordo de investimento que está a ser negociado, temos uma linha vermelha: a ratificação das convenções fundamentais da OIT.
“Muitos países compartilham nossas posições, como Bélgica, Luxemburgo e Holanda. Também sei que a Alemanha é muito apegada a essas questões. “
Riester disse que seria inaceitável aumentar o investimento na China sem salvaguardas suficientes dos direitos humanos. Enquanto elogiava o acordo como “um passo significativo para reequilibrar nossas relações de investimento com a China”, afirmei que os acordos comerciais deveriam servir como uma “alavanca para fazer avançar as questões sociais, para lutar contra o trabalho forçado, em particular dos uigures”.

Hong Kong, Mongólia Interior e Uighures em Xinjiang

“Devemos avançar em todas as frentes simultaneamente: investimento, comércio, abertura às compras públicas, desenvolvimento sustentável e, claro, direitos humanos”, disse o ministro francês. “Estamos muito preocupados com a situação em Hong Kong, na Mongólia Interior ou com a dos uigures em Xinjiang.”
A maioria das decisões da UE requer o apoio da Alemanha e da França, os dois principais membros do bloco. Os comentários de Riester indicaram as reservas do governo francês, embora, de acordo com fontes diplomáticas, Berlim esteja pressionando para fechar o negócio.

China quer impor seu mercado de energia à Europa

“Riester também confirmou que, de acordo com os termos do acordo – que diplomatas disseram ter chegado à fase final – a UE teria que abrir seu mercado de energia para as empresas chinesas.

Empresa chinesas é eufemismo: são estatais controladas pelo PCCh com fachada de empresas privadas.

***

A Europa foi o maior bloco católico da Terra, obra do apostolado da Santa Igreja, constituiu a Cristandade. Recomendamos a nossos leitores o artigo do Prof. Plinio do qual transcrevemos um tópico:

“Falamos há pouco em Cristandade. Se tomássemos hoje, a esmo, qualquer católico mesmo bem instruído, poderia ele dizer-nos o que é isto?

Os povos cristãos formam uma verdadeira família, no sentido mais genuíno da palavra. A família resulta, antes de tudo, de uma certa comunidade de vida entre seus membros, recebida da mesma fonte, do mesmo tronco genealógico. A Cristandade tem também uma comunidade de vida, a vida da graça, a vida sobrenatural que faz de cada fiel um filho adotivo de Deus. A comunidade de vida cria obrigações, na família e na Cristandade. Na Família a defesa dos ancestrais, de que todos receberam a vida natural, a defesa dos parentes, em cujas veias corre o mesmo sangue. Na Cristandade, a defesa de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Seu Corpo Místico. Na família, todos devem trabalhar para o ideal comum. Na Cristandade todos devem cooperar para a dilatação do Reino de Cristo. O conceito de Cristandade é uma projeção, no terreno natural, da grande realidade sobrenatural que é o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Essa grande Família, outrora a Cristandade irá subjugar-se à injunções de Pequim?

Constatar que líderes de grandes Nações ignorem — nos Acordos com a China — a perseguição cruel movida pelo PCCh ao Clero e aos fieis, a destruição de igrejas e cruzes, o encarceramento de sacerdotes é inaceitável, é abandonar a Mãe por causa de trinta dinheiros.

Infelizmente o Vaticano se apressa nesse abandono aos católicos com a renovação de um Acordo com o PCCh após tantas denúncias comprovadas de violações por parte de Pequim.

https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3115186/china-premier-li-keqiang-scrambles-shore-support-investment

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