De acordo com São Beda, Santa Escolástica era irmã gêmea de São Bento, o que a faz filha de um nobre romano de Núrsia, pequena cidade perto de Spoleto. Como seu irmão, ela passou a infância em Roma, para onde haviam mudado seus pais.

Segundo supõem os hagiógrafos, Escolástica, como seu irmão, era dotada de excelentes disposições para a virtude, e fora criada nos exercícios da mais lídima caridade e devoção cristãs.

Sabendo que Bento havia dedicado sua vida a Deus, Escolástica decidiu também fazê-lo, seguindo as pegadas do irmão, como virgem consagrada. Por isso distribuiu seus bens aos pobres e, acompanhada de uma criada, foi em busca do irmão.

Este já havia há alguns anos deixado o deserto de Subiaco, chegara a Monte Cassino onde, lançando em terra os ídolos e abolindo o paganismo, fundara o célebre mosteiro que foi como que o berço da vida monástica no Ocidente.

Chegando Santa Escolástica a Monte Cassino, declarou ao irmão que tinha o desejo de passar o resto de sua vida em uma solidão não longe da sua, e suplicou-lhe que fosse seu guia espiritual, e lhe prescrevesse as regras que tinha que observar para o aperfeiçoamento de sua alma.

São Bento então mandou construir uma ermida para a irmã e para sua criada, não longe do seu mosteiro, e deu-lhes as regras que eram mais ou menos as dos monges.

A fama da santidade da nova fundadora em breve atraiu-lhe grande número de donzelas que, pondo-se sob sua direção e na de São Bento, se obrigaram a guardar a mesma regra.

Não querendo que Escolástica fosse ao seu mosteiro, São Bento saía para recebê-la e orientá-la.

Ora, como conta São Gregório Magno em seus “Diálogos”, um dia o Patriarca dos Monges do Ocidente foi visitar a irmã. Esta, tendo uma premonição de que sua morte estava próxima, pediu que ele prolongasse o colóquio que estavam tendo. São Bento negou-se a isso dizendo que, segundo suas regras, ele não podia passar a noite fora do convento. Então a Santa, elevando o coração e os olhos ao céu, obteve de Deus que começasse a cair formidável tempestade, tão violenta que impedia ao santo sair. Desse modo eles continuaram a fervorosa conversação, até raiar o dia.

Três dias depois, São Bento viu a alma da irmã, resplandecente de pureza e de glória, subir ao céu na forma de uma pomba. Pouco dias depois, no mesmo ano de 547, o grande fundador entregava também sua belíssima alma a Deus.

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