Desse santo diz também o Martirológio Romano: “Em Tanger, na Mauritânia, a paixão de São Marcelo, centurião, pai dos santos mártires Cláudio, Lupércio e Vitório. Foi degolado por ordem de Agricolau, que fazia as vezes do comandante da Guarda Pretoriana. Assim se consumou seu martírio”.

Consta que São Marcelo, militar e mártir invicto da perseguição de Diocleciano, era originário da cidade de Leão, na Espanha, ou pelo menos centurião da legião Septima Gemina, lá acampada. Outros dizem que era da guarnição de Tanger, onde sofreu o martírio.

Conservam-se duas redações do seu martírio, e ambas procedem dum tronco único, que é o processo verbal. Por elas podemos ver que sua paixão é um belo exemplo de autenticidade, graças à sua prosa enxuta, essencial e sem digressões, sem os enriquecimentos usuais na história dos primitivos cristãos.

Enviado a participar dos festejos do aniversário do Imperador lançando incenso no braseiro posto a seus pés – o que os cristãos consideravam com razão um culto idolátrico – Marcelo recusou-se a fazê-lo e, para mostrar-se coerente, retirou as insígnias de centurião, jogou-a aos pés da estátua, e se declarou cristão.

Cassiano, um oficial chamado para redigir a ata da rebeldia, recusou-se a fazê-lo e, como Marcelo, jogou fora a pena, declarando-se também cristão.

Ambos foram aprisionados e, poucos dias depois sofreram o martírio. São Marcelo é honrado em 30 de outubro, e São Cassiano em 3 de dezembro.

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