Os novos relacionamentos não são novas formas de família, afirma especialista.

“Não vejo na maioria desses novos grupos a proposta de família”

Dr. Valdir é especialista em Medicina Familiar e Terapia Familiar, e concedeu entrevista para a Revista Catolicismo. Destacamos abaixo um trecho em que trata das “novas formas de família” que vão aparecendo por aí…:

Catolicismo Em um mundo em que a família tem passado por um processo de desagregação, o que é ser pai, mãe e filho, sob o seu ponto de vista, para que ela não perca a própria razão de ser?

Dr. Valdir — Nos dias de hoje, tanto como nos de sempre, a relação entre pai, mãe e filho deve estar vinculada não só à origem biológica, sangüínea, mas também e principalmente à afetividade entre os membros da família. Uma variedade enorme de relacionamentos está sendo atualmente apresentada como “novas formas de família”. Particularmente, não vejo na maioria desses grupos a proposta de “família”, nem que seja respeitada a natureza do seu conceito antropológico. No caso da família, a afetividade está vinculada ao amor de compromisso, com que os pais buscam desenvolver seus filhos para que cresçam como pessoas, não como “meios de satisfação ou realização pessoal dos pais”, sejam estes pais biológicos ou por adoção. Os filhos devem corresponder, em conseqüência, ao amor dos pais.

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