O Brasil ainda conta os falecidos nos desabamentos da noite de 11 para 12 de fevereiro passado na região serrana do Estado do Rio. No momento que escrevemos o número chega a 902 e há 400 desaparecidos. Tratou-se da mais mortífera catástrofe natural da história do Brasil desde que há cômputos fiáveis.

Entretanto, uma frágil imagenzinha de gesso de Nossa Senhora das Graças resistiu de modo surpreendente à enxurrada mortífera, sem se mover do oratório onde estava sem nada que a prendesse, segundo informou o site Terra.

Ela não deixou de ser atingida pelas águas lamacentas do rio Santo Antônio que derrubaram e sepultaram casas, que arrastaram carros como se rolhas, árvores e, pior ainda, ceifaram numerosas vidas.

Só no Vale do Cuiabá, Petrópolis, onde se encontra a imagem foram recuperados 72 corpos e 26 pessoas estão na lista de desaparecidos.

A prova que a imagem resistiu de modo incrível esta inscrita nela mesma: ela está cheia de barro quase até a cintura, como também o simples oratoriozinho aberto que a protegia das intempéries.

A enxurrada descontrolada e assassina a envolveu, mas não pôde nada contra Ela.

Dias depois, em torno dEla, registrou o site Terra, postes, móveis, veículos, roupas e a vegetação ainda formavam montanhas de entulho, exalando forte cheiro.

A imagenzinha de Nossa Senhora das Graças miraculosamente preservada sugere uma lição: é só aos pés de Nossa Senhora, agarrados a Ela que encontraremos proteção e segurança, mesmo nas horas em que parece que o perigo vai nos engolir.

A população local está agradecida, rebatizou-a Nossa Senhora do Vale do Cuiabá e a protegeu com uma redoma.

Perigos há muitos e podem nos pegar de surpresa no momento mais inesperado. Com Nossa Senhora não teremos nada a temer.

Mas, sem Ela… ali está o trágico exemplo do Vale do Cuiabá em Petrópolis: quantos dos que água levou rezavam seriamente a Nossa Senhora e procuravam imitar suas virtudes?

Como se apresentaram diante de Deus no dia de seu juízo particular que tudo indica foi esse mesmo momento da catástrofe?

Rezemos pelo repouso eterno de suas almas e nos encomendemos à misericórdia da Mãe de Deus, nosso divino e amado Juiz e Redentor.

Entrementes, uma outra reflexão se impõe: se o PNDH-3 tornar efetivo seu intento de banir os símbolos religiosos dos locais públicos – seria o caso de esta imagenzinha de Nossa Senhora – o que será então do Brasil?

Não podemos desejar nem permitir que o Brasil fique a mercê de enxurradas materiais e morais que até podem ser muito mais devastadoras que as sofridas pela região serrana do Rio de Janeiro, por causa de uma fantasia ideológica de esquerda.

 

6 COMENTÁRIOS

  1. Quando eu vi na TV ess reportagem, e observei que Nossa Senhora estava intacta, imediatamente agradeci a Nossa Mãe Santíssima e rezei por todos os que se foram, sem dúvida é um milagre Divino! Que Deus tenha misericórdia de todos nós e perdoe todos os nossos pecados. Amém?

     
  2. É claro que os céticos (leia-se: tolos) encontrarão suas explicações mirabolantes para explicar o inexplicável (ao menos, naturalmente).

    Confiança em Nossa Senhora, talvez seja a lição a ser tirada. Que a Santa Mãe de Deus não nos desampare.
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    Queria, apenas, transcrever artigo publicado originalmente em italiano e traduzido no blog “Fratres in Unum”.

    Título? “Futura beata viu Lutero no inferno”. Só lendo:

    Em 1883, a Irmã Maria Serafina Micheli (1849-1911), que será beatificada em Faicchio, na província de Benevent, diocese de Cerreto Sannita (Itália), em 28 maio de 2011, fundadora das Irmãs dos Anjos, estava passando por Eisleben, na Sassonia, cidade natal de Lutero. Naquele dia se festejava o quarto centenário do nascimento do grande herege (10 de novembro de 1483), que dividiu em duas a Europa e a Igreja, deste modo as ruas estavam lotadas, as varandas enfeitadas com bandeiras. Entre as numerosas autoridades presentes aguardava-se, a qualquer momento, a chegada do empreendedor Guglielmo I, que presidiria a celebração solene. A futura beata, embora notasse o grande tumulto, não estava interessada em saber a razão para aquele entusiasmo inusitado, seu único desejo era procurar uma igreja e rezar para poder fazer uma visita a Jesus Sacramentado. Depois de caminhar por algum tempo, finalmente, encontrou uma, mas as portas…

    … estavam fechadas. De todo modo, ela se ajoelhou na escadaria de acesso para fazer as suas orações. Sendo noite, não havia percebido que não era uma igreja católica, mas protestante. Enquanto rezava, o Anjo da Guarda lhe apareceu e disse: “Levanta-te, pois esta é uma igreja protestante”. E acrescentou: “Mas eu quero fazer-te ver o local onde Martinho Lutero foi condenado e a pena que sofreu em castigo do seu orgulho”.

    Depois destas palavras, ela viu um terrível abismo de fogo, no qual eram cruelmente atormentadas um incalculável número de almas. No fundo deste precipício havia um homem, Martinho Lutero, que se distinguia dos demais: estava cercado por demônios que o obrigavam a se ajoelhar e todos, munidos de martelos, se esforçavam, em vão, em fincar em sua cabeça um grande prego. A Irmã pensou: se o povo em festa visse esta cena dramática, certamente, não tributariam honra, recordações, comemorações e festejos para um tal personagem. Em seguida, quando se apresentou a ocasião, recordou às suas irmãs que vivessem na humildade e no recolhimento. Estava convencida de que Martinho Lutero fora punido no inferno, sobretudo, por conta do primeiro pecado capital, o orgulho.

    O orgulho o fez cair em pecado capital, conduziu-o à rebelião aberta contra a Igreja Católica Romana. A sua conduta, sua postura para com a Igreja e a sua pregação foram determinantes para enganar e levar muitas almas superficiais e incautas à ruína eterna. Se quisermos evitar o inferno, vivamos na humildade. Aceitemos não ser considerados, valorizados e estimados por aqueles que nos conhecem. Não nos queixemos quando formos desprezados ou deixados por último por outros que pensamos ser menos dignos que nós. Jamais critiquemos, por qualquer razão, as ações daqueles que nos rodeiam. Se julgarmos os outros, nem sequer somos cristãos. Se julgarmos os outros, não somos sequer nós mesmos.

    Confiemos sempre na graça de Deus e não em nós mesmos. Não nos preocupemos excessivamente com nossa fragilidade, mas com nosso orgulho e presunção. Digamos freqüentemente com o salmista: “Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim.” (Salmo 130). Ofereçamos a Deus nosso “nada”: a incapacidade, a dificuldade, os desânimos, as desilusões, as incompreensões, as tentações, as quedas e as amarguras de cada dia. Reconheçamo-nos pecadores, necessitados de sua misericórdia. Jesus, justamente porque somos pecadores, só nos pede que abramos nosso coração e nos deixemos ser amados por Ele. Esta é a experiência de São Paulo: “porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo “(2 Cor. 12,9). Não impeçamos o amor de Deus para conosco com o pecado ou com a indiferença. Demos sempre a Ele mais espaço em nossa vida, para viver em plena comunhão com Ele no tempo e na eternidade.

    Pe. Marcello Stanzione

    http://fratresinunum.com/2011/02/21/futura-beata-viu-lutero-no-inferno/

     
  3. O PNDH-3 pode ser comparado a esse lodaçal que ceifou centenas de vidas. Só que ele é ainda mais letal: se aprovado, sua ação será constante e imprevisíveis, portanto, as suas consequências. Mas assim como nem a correnteza nem a lama que tudo arrastaram em seu caminho não conseguiram sequer móver de seu frágil lugar a imagem de Nossa Senhora das Graças, assim também os brasileiros podem afiançar-se de que enquanto estivermos aos pés de Nossa Senhora Aparecida, vigiando, rezando e lutando, nada teremos que temer, pois, como cantava o Hino das Congregações Marianas, “de mil soldados não teme a espada quem pugna à sombra da Imaculada”!

     

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