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Resumo: O martírio de Santa Joana é recordado na festa de uma jovem que lutou pela libertação da França, foi traída, condenada e depois reabilitada. Suas respostas no processo revelam amor ao que Deus ama e rejeição ao mal, sem ódio pessoal. Joana d’Arc aparece como modelo de virtude heroica, combatividade cristã e fidelidade à missão recebida.

Suscitada por Deus para livrar a França do jugo inglês, Santa Joana D´Arc foi depois traída e queimada como feiticeira. Reabilitada por Carlos III em 1456, teve a heroicidade de virtudes reconhecida por São Pio X. Sua festividade litúrgica é celebrada no dia 30 de maio.

A santa guerreira é um exemplo típico de virtude heróica, praticada não só por meio de atos capazes de despertar louvores e aplausos, mas também cólera e reação. Modelo de combatividade cristã, fez ela, em admiráveis respostas no processo iníquo que sofreu, a apologia da virtude enquanto aplicada em guerrear e destroçar o mal.

Assim, quando os juízes lhe perguntaram se Santa Catarina e Santa Margarida odiavam os ingleses, Joana d’Arc respondeu:

— “Elas amam o que Nosso Senhor ama e odeiam o que Deus odeia”.

– “Deus odeia os ingleses?” continuaram os juízes.

– “Do amor ou do ódio que Deus tem aos ingleses, nada sei, respondeu a Santa; o que sei perfeitamente, é que todos eles serão expulsos da França, excetuado os que aqui morrerem”.