Resumo: Pequim criou lista negra de religiões perigosas, em medida que amplia a vigilância estatal e restringe a liberdade de grupos religiosos na China.

Pequim já não esconde seu ímpeto persecutório, constatou Églises d’Asie Acesso em 14/07/2014 (EDA), agência de informação das Missions Étrangères de Paris.
Em 6 de maio (2014), a Academia Chinesa de Ciências Sociais publicou um “Livro Azul” com os “desafios mais sérios para o país”, que representam “ameaças” para a “segurança nacional”.
As quatro “ameaças” mais perigosas seriam:
1) a entrada no país dos ideais democráticos;
2) a hegemonia cultural ocidental;
3) a disseminação da informação pela Internet; e
4) as infiltrações religiosas.
A ameaça das “infiltrações religiosas provenientes do exterior” é um velho chavão usado contra a Igreja Católica, cuja cabeça está em Roma.
A Academia de Ciências Sociais, considerada o principal ‘tanque de pensamento” do comunismo chinês, foi ajudada na confecção do “Livro Azul” pela Universidade de Relações Internacionais de Pequim, que funciona sob a supervisão direta do Ministério de Segurança do Estado – leia-se do policiamento ideológico.
Segundo Wu Li, diretor do Instituto de Estudos sobre a China Contemporânea, dependência da Academia das Ciências Sociais, o “Livro Azul” será um instrumento útil para a máquina repressiva.
Repetindo o velho realejo persecutório, o relatório afirma:
“Forças ocidentais hostis infiltram as religiões na China, utilizando meios sempre dos mais variegados e de maneira sempre mais larga. Isso se faz pondo em funcionamento meios sempre mais subtis, seja às escâncaras ou secretamente. Essas forças são de natureza fortemente sediciosa e agem instintivamente por baixo do pano”.

As afirmações vaporosas servem para inculpar quem quer que a polícia deseje. O documento reconhece também a extensão da difusão dos princípios religiosos cristãos: “infiltrações religiosas provenientes do exterior têm penetrado em todos os domínios da sociedade chinesa”, deplora o documento.
A denúncia da “influência nefasta vinda do exterior por meio da religião” não traz nada de novo, observa a agência “Églises d’Asie” (EDA).
O fato inquietante é que a publicação desse “Livro Azul” aconteça num contexto de recrudescimento da perseguição religiosa no país.

Segundo The New York Times Acesso em 14/07/2014, em abril de 2013 uma circular interna do Partido Comunista, conhecida como “Documento nº 9” Acesso em 14/07/2014, pedia reforçar o controle das vozes críticas na sociedade civil.
O documento encarecia a aplicação de todas as forças do Partido para que nada nem ninguém saísse dos trilhos fixados pelo atual presidente Xi.
O comunismo não está enfrentando apenas o crescimento do cristianismo, mas também a resistência de budistas no Tibete e de muçulmanos em regiões como o Xinjiang.
O problema maior, entretanto, são os cristãos e em especial os católicos. Ying Fuk-tsang, diretor do Centro de Estudos das Religiões e da Sociedade na Universidade Chinesa de Hong Kong, explicou à agência UCANews que a atitude dos dirigentes comunistas é ambivalente.
Essa ambivalência se entende: há católicos engajados com a subversão marxista um pouco por toda parte no mundo, e também na China. Nesses, o Partido Comunista vê aliados potenciais que, pelo menos a curto prazo, podem servir para a instalação da “sociedade harmoniosa” do presidente socialista.
Porém, as mesmas autoridades ditatoriais desconfiam do catolicismo genuíno, cujo ensinamento vai minando as bases psicológicas e morais do Partido Comunista.
Segundo o mesmo pesquisador, este fundo de quadro explica a devastação de diversos locais de culto católicos e cristãos na região de Wenzhou, no Zhejiang.
Em 5 de maio último, o Ministério de Assuntos Civis interditou as “conversões forçadas”. Na China não há segredo o que isso significa: inumeráveis crianças abandonadas e recolhidas em orfanatos católicos acabam propendendo para o catolicismo, ou até pedem o batismo.
E isto é intolerável para o regime e seus asseclas.





Lembrem-se das palavras proféticas de Nossa Senhora em Fátima: “Por fim o meu coração triunfará”.
Gostaria muito de viver este momento para ver o triunfo da Igreja Católica, Apostólica, Romana.
Perfeito o comentário do sr. Dufaur, sobre a “ambivalência” no trato com os católicos. Há “católicos” que favorecem o Comunismo chinês, e há, também os católicos autênticos que o combatem. Os primeiros são apoiados pelo regime, os segundos perseguidos.
No Brasil existe, também, essa ambivalência, com os mesmos critérios de tratamento…. A C.N.B.B. se sentiria inteiramente à vontade na China Comunista….
As Religiões não deveriam se meter em Política. O Estado é laico.
Jesus Cristo nunca quis se meter em Politica ao Contrário de Judas.
Cristo veio pregar na terra o Reino de Deus.