Não é de hoje os conflitos envolvendo árabes e judeus pela disputa de Jerusalém. Nos presentes dias eles acirraram-se e ocupam grande parte do noticiário nacional e internacional devido ao recente reconhecimento, por parte do Presidente dos Estados Unidos, daquela Cidade Santa como capital de Israel. Já na década de 1940 Plinio Corrêa de Oliveira tratou dessa problemática.

A questão Palestina/Israel e as guerras intérminas lá desencadeadas parecem sem perspectiva de solução e a disputa entre árabes e judeus pela posse da Terra Santa vem se agravando dia-a-dia.

Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém

Desde o término da Segunda Guerra Mundial, tal disputa afligia o mundo. Já naquela época, em numerosos artigos o Prof. Plinio chamava a atenção para a gravidade do problema. Ele insistia especialmente num ponto: Os Lugares Santos foram percorridos e santificados por Nosso Senhor Jesus Cristo, que ali nasceu, viveu e morreu. E os católicos não podem ficar insensíveis, não se importando com o que acontece naquele território, uma vez que à Cristandade pertence Jerusalém e os Lugares Santos. Caso não se importassem, sua atitude seria semelhante à dos Apóstolos no Horto das Oliveiras que se entregaram ao sono e não acompanharam o Redentor em Sua Sacrossanta agonia.

A título de exemplo, segue trecho de um artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado em 7-12-47 no semanário “Legionário”. Mas antes convém relembrar que, por “Cristandade”, o Autor entendia a “Civilização Católica Apostólica Romana, totalmente tal, absolutamente tal, minuciosamente tal”.

 

Representação da cidade de Jerusalém no séc. XIII

“Vamos agora à questão da Terra Santa. O mundo inteiro está cheio do rumor levantado por ela. Os povos islâmicos se estão movimentando. Os elementos radicais do judaísmo, descontentes, reivindicam a própria posse dos Lugares Sagrados. O problema de saber a quem deve pertencer a Palestina parece insolúvel. Aos árabes? Aos judeus? Ninguém sabe. E como são poucos, neste mundo revolto, os que têm a coragem de enunciar a verdadeira decisão!

Quem tem a coragem de afirmar o princípio verdadeiro de que Jerusalém e os Lugares Santos, por terem sido consagrados pela Vida, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, são patrimônio da Cristandade, e portanto não podem estar sob domínio exclusivo nem de árabes nem dos judeus?”

 

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