Algumas ONGs ambientalistas mais ativas ‒e mais perigosas ‒ para o Brasil

    Luis Dufaur

    Muito se fala das ONGs ambientalistas radicais, porém pouco se diz claramente sobre elas. Sem dúvida são muito numerosas. O Prof. Denis Lerrer Rosenfield fez um elenco das mais ativas e, por isso mesmo, mais perigosas para o Brasil

    Apresentamos a seguir excertos de matérias publicadas por ele em grandes órgãos da mídia nacional:

    WWF Brasil – ONG sediada nos EUA, tem fortes financiadores e apoiadores. Além de militar contra a revisão do Código Florestal, sua atuação no Brasil situa-se na área de infraestrutura e agricultura. É contra a construção dos Terminais Portuários de Morrinhos (MT) e de Bamin, do Porto do Sul (BA), e da soja produzida no país.

    Greenpeace – ONG cada vez mais acusada de fraudes na Europa e de utilização pelos seus dirigentes dos recursos coletados, é contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, dos transgênicos, da pecuária na Amazônia, além de ser evidentemente contra a revisão do Código Florestal. Seus financiadores e apoiadores são expressivos.

    ISA (Instituto Socioambiental) ¬- ONG ambientalista e indigenista contra a revisão do Código Florestal e a construção

    Acampamento Terra Livre, Altamira, contra Belo Monte

    de novas hidrelétricas, centrando seus ataques em Belo Monte. Seus apoiadores e financiadores se dizem defensores dos “povos da floresta”. Entre eles, além de empresas e fundações, temos governos estrangeiros.

    Centro de Apoio Socioambiental (Casa) – Segue a orientação da Teologia da Libertação, no sentido de promover no País as “nações indígenas”. Além de suas ações contrárias à revisão do Código Florestal, ele se posiciona contra a construção de hidrelétricas, em particular a de Belo Monte.

    Procura igualmente condicionar os financiamentos do BNDES às suas próprias condições, evidentemente apresentadas como de “preservação da natureza”. Seus apoiadores internacionais são importantes, misturando-se igrejas, empresas, ONGs e fundações.

    Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB) – Braço do MST, é contrário à revisão do Código Florestal, à transposição do Rio São Francisco e à construção das hidrelétricas em geral. Centra suas ações nos projetos de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira; em Belo Monte, Riacho Seco e Pedra Branca, na Bahia; em Itapiranga, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, entre outras.

    Via Campesina MST – Atua contra a revisão do Código Florestal, os transgênicos, o agronegócio, a cultura de cana-de-açúcar, a produção de etanol, as florestas de eucaliptos e a cultura da soja. Ademais, tem forte atuação junto aos movimentos indigenistas e quilombolas.

     

     

    Dom Erwin Krautler, presidente do CIMI, Acampamento Terra Livre, Antonio Bonsorte

    Conservation International ¬- Tem vasta atuação internacional, estando presente no Peru, Equador e México (na Selva Lacandona, centro operacional dos zapatistas). No Brasil, posiciona-se contra a revisão do Código Florestal e a agricultura em Minas Gerais e na Bahia através da ampliação em 150 mil hectares do Parque Nacional Grande Sertão Veredas.

    É contra a construção do Terminal Portuário de Bamin, do Porto do Sul (BA), e do traçado final da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Tem fortes apoiadores empresariais, fundações e governos estrangeiros.

    Amigos da Terra – Forte ONG internacional. Entre seus fundadores está Brice Lalonde, que foi ministro do Meio Ambiente de Mitterrand. Ele chegou a declarar que o Brasil deveria “renunciar a parcelas de sua soberania sobre a região amazônica”. Destaca-se, na Europa, por sua campanha contra o etanol brasileiro.
    A lista apresentada evidentemente não é exaustiva. Ela permite, porém, dar uma visão um pouco mais abrangente dos interesses em jogo. Todas essas ONGs lutam pela de origem.

    Observe-se que a ONG Conservation International reaparece como parceira da WWF. Ora, essa mesma consultora é sócia-fundadora do Instituto Sócioambiental – ISA, ONG ambientalista e indigenista.

    A atuação dessa ONG nacional está centrada na luta dita pelo meio ambiente e pelos “povos da floresta”. Advoga claramente pela constituição de “nações indígenas” no Brasil, defendendo para elas uma clara autonomia, etapa preliminar de sua independência posterior, nos termos da Declaração dos Povos Indígenas da ONU.

    Junto com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ela dispõe do mais completo mapeamento dos povos

    Presidentes Lugo, Morales, Lula e Correa, Foro Social Mundial, Belém 2009

    indígenas do Brasil. Sua posição é evidentemente contrária à revisão do Código Florestal.

    Dentre seus apoiadores e financiadores destacam-se a Icco (Organização Intereclesiástica de Cooperação para o Desenvolvimento), a NCA (Ajuda da Igreja da Noruega), as Embaixadas da Noruega, da Inglaterra, da Finlândia e do Canadá, a União Européia, a Funai, a Natura e a Fundação Ford (dados foram extraídos de seu site).

    O ISA compartilha as mesmas posições do Cimi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do MST.

    Ora, esses “movimentos sociais” – verdadeiras organizações políticas de esquerda radical – seguem por sua vez os princípios da Teologia da Libertação, propugnam o fim do agronegócio brasileiro e da economia de mercado, são contrários à construção de hidrelétricas e impõem severas restrições à mineração. Junto com as demais ONGs, lutam por uma substancial redução da soberania nacional.