Daniel Martins

Autor

Daniel Martins

319 artigos publicados

Voluntário do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Articulista na Revista Catolicismo e na Agencia Boa Imprensa.
Coordenador do Canal dos Santos Anjos no YouTube: https://www.youtube.com/c/CanaldosSantosAnjos/

A bicicleta do sem-terra

Resumo: Bicicleta do sem-terra serve de comparação entre um cinema lituano, que oferece ingresso a quem gera energia pedalando, e a crítica do autor aos assentamentos rurais. A narrativa contrapõe trabalho e gratuidade e usa o episódio para questionar reivindicações inspiradas pelo PNDH-3, mantendo um tom satírico ao discutir propriedade, esforço e responsabilidade.

Leo Daniele

Um amigo meu que viaja por vezes à longínqua Lituânia contou-me que na capital, Vilnius, um cinema está usando bicicletas ergométricas para gerar energia para seu projetor. O cinema se chama Pasaka. Quem se dispuser a pedalar, pode assistir o filme de graça, além de fazer um exercício útil.

Ele acrescenta que “a idéia está fazendo sucesso entre os freqüentadores do cinema”.

O que os sem-terra e o PNDH-3 têm com isso? O leitor já percebeu.

Os sem-terra certamente achariam um abuso do proprietário o oferecimento. Pois o “justo” seria, como eles costumam, assistir o filme grátis e sem pedalar. Assim eles fazem com as terras que obtém sem pagar e sem trabalhar. “Cultivá-las, eu, hein”?

Mas o gerente do cinema diz que não é possível. É preciso pedalar para ganhar a entrada.

A experiência da vida me faz adivinhar quais seriam as possíveis atitudes dos sem-terra brasileiros, nesta contingência:

– Criariam a associação dos sem-filme; (mais…)

Continue lendoA bicicleta do sem-terra

Eles também odeiam

Resumo: Odiadores da Igreja Católica são identificados em reações seletivas ao debate sobre pedofilia, ao Papa e ao sacerdócio. O artigo relaciona esse ambiente à herança cultural de Maio de 68 e contrasta a tolerância para erros associados à esquerda com a hostilidade dirigida à Igreja. A conclusão transforma a dor católica em disposição para reparar as ofensas.

Nilo Fujimoto
Fruto venenoso da revolução da Sorbonne, “o proibido proibir” induz à idéia de que não se pode manifestar ódio a nada, nem mesmo ao mal mais
evidente, pois até esse “ódio” seria mais um “tabu”. Maio de 68 foi a eclosão, a ponta de um iceberg, visando modelar as mentalidades, como etapa da processiva e multi-centenária revolução, nascida nas profundezas da alma humana, cujas molas propulsoras são o orgulho e a sensualidade.
Hélio Gaspari, em “Pesadelo Papal”, afirma: “A crise da pedofilia acordou, reagrupou e devolveu um estandarte moral à raquítica esquerda católica” (O Globo, 25/abril/2010). Como exemplo, cita a carta de Hans Küng pregando a mais desabrida desobediência ao Papa, com uma fúria que ele nunca exteriorizara anteriormente. (mais…)

Continue lendoEles também odeiam

Viva Marighella!

Resumo: Abril vermelho do MST é examinado a partir de uma publicação da Revista Sem Terra que homenageia Carlos Marighella e valoriza referências socialistas. A análise recorda sua atuação comunista e guerrilheira e sustenta que MST e CPT procuram recuperar uma herança ideológica, embora apresentem termos como solidariedade e justiça com sentidos considerados distintos de sua realidade histórica.

Denis Lerrer Rosenfield
Não se preocupem, não enlouqueci! Para quem quiser compreender o “abril vermelho” do MST e da CPT é altamente recomendável a leitura da Revista Sem Terra de fevereiro-março deste ano. Na capa, uma manchete para homenagear Marighella como herói nacional, além de elogios à revolução socialista de Chávez e dos irmãos Castro, com críticas veementes ao agronegócio e ao “latifúndio da mídia”. (mais…)

Continue lendoViva Marighella!

“Obrigado por não ter-me abortado”

Paulo Campos
“Busco a mi mamá” (“Procuro a minha mãe”) — Este o nome da página criada no site de relacionamentos Facebook por Mauricio Barrios [foto], um argentino de 23 anos residente na província de Córdoba. Segundo ele, além da família que o adotou e com a qual reside, 25 mil pessoas se uniram à campanha na rede social para tentar ajudá-lo a encontrar sua mãe.
Por meio da Internet, finalmente ele encontrou a mãe, hoje com 50, que o havia abandonado num hospital no dia 1º de janeiro de 1987, logo nos primeiros dias do bebê.
Mauricio disse que, há uma semana, apareceu uma amiga de sua mãe biológica e contou-lhe que ela morava em Villa del Totoral.
No dia 17 último, o jovem pode conversar por telefone com sua mãe, que, muito emocionada, disse-lhe: “Meu filho, sou eu, tua mamãe. Não me odeie. Perdoe-me. Recordei-me sempre de ti, nunca te esqueci”.
O jovem marcou o reencontro para o dia seguinte. Logo após tê-la abraçado, disse-lhe: “Obrigado por ter tido a valentia de dar-me a vida e não ter-me abortado”.
Ao jornal argentino “Clarín”, Mauricio Barrios declarou: “Senti-me pleno, nunca tinha experimentado a serenidade da alma. Por fim pude fechar minha história. […] O único que atinei a dizer-lhe foi que estava tudo bem e que eu a perdoava”.
Diante das câmeras de televisão da Argentina, ele afirmou: “Ela me abraçou, pediu desculpas, e eu a desculpei e lhe agradeci por ter-me deixado nascer, ela não me abortou”. (mais…)

Continue lendo“Obrigado por não ter-me abortado”