Adaptação do cartaz da campanha da fraternidade, mostrando que a Salvação está na Igreja Católica.

A Campanha da Fraternidade (2021) causa em nós, católicos, e até em não católicos uma justa estranheza, perplexidade, interrogação. As reações do povo fiel não se fazem esperar. Sites e blogs de valor têm mostrado a desconcertante contusão de tantas afirmações da CF 2021 com a doutrina católica.

Por que razão em 1969 e 2021 (para falar só desses anos) os lemas adotados pela CF sempre apontam para uma igualdade niveladora? A igualdade como valor metafísico? Por que não apelam à conversão sincera ao Deus Vivo e Verdadeiro para que se realizem as palavras do Evangelho: um só rebanho um só Pastor?

Acesse aqui a nossa live: https://www.youtube.com/watch?v=ZfV-dCwwdAM&feature=youtu.be

1969: “Somos todos irmãos, somos todos iguais”

Escrevia o Prof. Plinio, na Folha, há meio século: “A Campanha da Fraternidade convoca todos os brasileiros para uma reflexão sobre a máxima “Somos todos irmãos, somos todos iguais”. Resolvi assim dedicar a tal reflexão minhas palavras de hoje que, se outros méritos não possuem, têm pelo menos o de serem difundidas num jornal de muito larga circulação.” […]

“Não, nada de grande, nada de saudável, nada de durável se construiu em matéria de cultura e civilização sem tomar em conta uma justa medida de liberdade, de igualdade e de fraternidade.”

[..] O Prof. Plinio mostra que há um “raciocínio primário que poderíamos resumir assim: a) todos os homens são irmãos; b) o irmão deve desejar para seus irmãos tudo quanto de bom ele tem para si; c) logo, a igualdade completa é a conseqüência forçosa da fraternidade autêntica; d) toda desigualdade é pois uma injustiça; e) de sorte que o irmão vítima de uma injustiça tem o direito de pedir, e até de impor a igualdade em nome da fraternidade. A última conseqüência da fraternidade é, como veremos, a pancadaria, quando não o crime.”

Em seguida, cita os Romanos Pontífices:

Ouçamos a grande voz de Leão XIII: “Mais de uma vez Nós o declaramos: o remédio para esses males não será jamais a igualdade subversiva das ordens sociais, mas esta fraternidade que, sem prejudicar em nada a dignidade da posição social, une os corações de todos nos mesmos laços do amor cristão” (Alocução de 24-1-1903 ao Patriciado e à Nobreza  Romana).

Pio XII: “os irmãos não nascem nem permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis; uns inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa desigualdade material, intelectual, moral numa mesma família (…). Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender dar idênticas funções a membros diversos do mesmo organismo” (Discurso de 4-6-1953 a um grupo de fiéis).

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Fica assim, pois, exorcizado o demônio da igualdade total como um ideal a ser alcançado pela sociedade humana. Passemos ao lema da Campanha em 2021.

2021: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”

Publica o nosso Site: “Falseando o sentido principalmente espiritual da Quaresma – um tempo privilegiado de purificação interior pela oração, o jejum e a esmola, como preparação para a festa da Páscoa – a Campanha da Fraternidade serve, ainda este ano, de pretexto para o avanço da agenda revolucionária da Teologia da Libertação.”

“Numa clave marxista de luta entre oprimidos e opressores, os promotores da Campanha afirmam que a paz é uma consequência “da transformação de todas as estrututas desiguais como o racismo, a disparidade econômica, de todas as formas de segregação, geradoras de conflito e violência” (n.7). Por isso, a “conversão” deve levar os cristãos a assumir “posturas de acolhida e de compromisso com as pessoas vulneráveis e vulnerabilizadas, pobres e excluídas” (n.12) e a superar “todas as formas de intolerância, racismo, violências e preconceitos” (n.14).”

ASSINE AQUI contra a Campanha da Fraternidade da CNBB: https://campanhas.ipco.org.br/eu-nao-contribuo-com-a-campanha-da-fraternidade-ecumenica-da-cnbb-cf-2021

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É o caso de lembrar que tantas vezes os grandes segregados, marginalizados, excluídos têm sido os conservadores, no seio da Santa Igreja. O Novus Ordo de Paulo VI, 1969, foi interpretado como um banimento permanente da missa no rito tridentino. As piedades tradicionais como a recitação do terço, as procissões, as devoções populares foram cada vez mais substituídas por uma estranha prática coletiva.

Não foi essa a estratégia dos Apóstolos e seus sucessores durante a dominação romana. Cuidaram da conversão e em consequência viria a mudança de estruturas que deu origem à Idade Média. Nasceu a Civilização Cristã.

Também não foi a mudança de estruturas que pregou Santo Agostinho na Cidade de Deus: a paz é a tranquilidade da ordem.

O Homem Novo, segundo o ensinamento de São Paulo

Historicamente, quem conseguiu mudar o homem foi a Santa Igreja. Esse sim, é o “homem novo”, de que fala São Paulo. O homem novo é gerado pela graça de Deus, pela prática dos Mandamentos, pela observância da Lei.

Referindo-se aos péssimos costumes dos pagãos, adverte o Apóstolo, aos Efésios: “Mas vós não aprendestes assim (a conhecer) Cristo, se é que ouvistes pregar dele, e fostes ensinados nele, segundo a verdade que está em Jesus, a vos despojardes, pelo que diz respeito ao vosso passado, do homem velho, o qual se corrompe pelas paixões enganadoras, a renovar-vos no vosso espírito e nos vossos pensamentos, e a revestir-vos do homem novo, criado segundo Deus na justiça e na santidade verdadeiras.” (Ef 4, 21-24).

São Paulo também fala em despojar-se do homem velho. Mas ele é muito claro e direto: o homem novo é fruto da justiça e da santidade.

Se queremos reformar o homem e, em consequência mudar as estruturas, ouçamos a voz das Profecias de Fátima: oração e penitência, reforma da vida. É a observância da Lei Natural, dos Mandamentos que trará como consequência a verdadeira e sincera fraternidade. É amar no próximo a sua imagem e semelhança de Deus.

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Oração, penitência, mudança de vida essa é a recomendação de Nossa Senhora em Fátima. Assim se edifacará com uma argamassa sólida os fundamentos da civilização cristã. E se realizará o desígnio do Evangelho: um só rebanho, um só Pastor. Tu és Pedro, e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra Ela.

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