Resumo: A expressão funerais e ideal cristão resume o contraste entre a antiga esperança na ressurreição da carne e cerimônias atuais vistas como impessoais ou macabras. O velório familiar, o uso de vestes negras e a duração do luto são comparados a práticas contemporâneas. A reflexão sustenta que a morte deveria conservar um sentido religioso, de esperança, respeito pelo corpo e preparação para a eternidade.
“Eis que vou dizer-vos um mistério: todos ressuscitaremos, mas nem todos seremos mudados. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta, porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis: e nós seremos mudados. Porquanto é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: tragada foi a morte na vitória.”
Com essas palavras magníficas, São Paulo (I Cor, 15, 51-54) anuncia às gentes a boa-nova da ressurreição da carne. Contudo, o mundo neopagão em que vivemos não consegue entendê-las. O que leva certos funerais de hoje, à diferença daqueles de antigamente, a se transformar em cenários macabros inimagináveis.
Outrora os cadáveres eram velados em casa por vinte e q (mais…)