Aí estão os fatos: A China na situação paradoxal de comemorar os 70 anos da Revolução de Mao (segundo a Midia teria mostrado arsenal sofisticado) e ao mesmo tempo pressionada pelos constantes protestos em Hong Kong.

Quando os primeiros protestos em Hong Kong — contra a prepotência de Pequim (melhor diria contra a ditadura de Xi Jinping) — começaram a ter eco na Midia poucos podiam prever o alastramento da insatisfação que poderia tomar Taiwan e mesmo a China continental.

Os católicos aderiram aos protestos e são reprimidos

Segundo ACIPRENSA, e outros veículos de Midia, “a perseguição dos católicos na China continental está aumentando depois que proeminentes figuras católicas de Hong Kong prosseguem falando contra o regime comunista”.

Segundo os informes, os meses de protestos, em favor da democracia em Hong Kong, — com a participação dos católicos — geraram preocupação nos agentes de Pequim.

O temor de Xi Jinping é o efeito dominó: católicos de Hong Kong inspirem uma resistência similar em Pequim.  Talvez até se possa dizer o contrário: a resistência dos católicos fieis à Roma contra a constante perseguição, destruição de igrejas, monumentos e cruzes na China ajudaram a despertar a Igreja em Hong Kong.

Como se sabe o PC chinês não tem uma “igreja patriótica” para perverter os católicos de Hong Kong.

Pequim já instituiu uma proibição de viagem de alguns católicos chineses que desejam ingressar em Hong Kong.

De sua parte, o Cardeal Zen afirmou que há uma coleta de fundos para custear as despesas judiciais de lideres detidos nos protestos de Hong Kong.

Pequim chegou ao cúmulo de tentar impedir a participação do Cardeal Zen em uma conferência católica promovida pela Rede Internacional de Legisladores Católicos. nas cercanias de Fátima, recentemente. https://ipco.org.br/china-espiona-ate-uma-conferencia-catolica-em-fatima/

Associação Patriótica”, instrumento do PC para subjugar os católicos

Segundo Aciprensa “a revista Bitter Winter, que cobre temas de liberdade religiosa e direitos humanos na China” relata a pressão da Associação Católica Patriótica da China (CPCA) contra os católicos fieis à Roma que se negam — para eles o nosso aplauso — a submeter-se às imposições dessa igreja criada pelo PC chinês.

Já em Hong Kong o PC chinês não tem controle sobre os católicos.

Na Provincia de Jiangxi um sacerdote que se negou a unir-se à CPCA se viu obrigado a esconder-se por temor a ser preso. Ele recomendou aos fieis “perseverar na fe e rezar o Rosario” caso seja preso pelos agentes de Pequim.

 Do que valeu o “Acordo Provisório” Vaticano-Pequim? 

Entre julho de agosto pelo menos cinco igrejas católicas na Diocese de Yujiang foram fechadas pelo Governo de Pequim porque se recusaram à unir-se à “igreja patriótica”.

Em meados de agosto, os funcionários do Governo ameaçaram prender um sacerdote fiel à Roma e e revogar os subsídios monetários porque a paroquia se nega a unir-se à CPCA.

O governo de Pequim mantém agentes nas igrejas para controlar o que pregam os sacerdotes nos sermões e tambem as suas atividades, informou um sacerdote de Yujiang.

Basicamente o Governo sabe tudo sobre os sacerdotes.


Concluindo, Xi Jinping segue os caminhos de Mao. A resistência dos católicos chineses constitui uma das glórias da Santa Igreja em nossos dias.  Infelizmente, perseguidos e abandonados até pelo Acordo Vaticano-China.

https://www.aciprensa.com/noticias/en-medio-de-protestas-en-hong-kong-china-continental-toma-medidas-contra-catolicos-34528

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