O Cardeal Fleury      

       Em artigo para o jornal Catolicismo comentava o Prof. Plinio:

   “O Cardeal Fleury, ministro de Luiz XV, foi, por temperamento e ambição política, um instrumento ideal da terceira força. Apoiou sistematicamente os Bispos que, com aparência de ortodoxos, impediam por sua inércia a luta contra o jansenismo.

    “O quadro de Rigaud exprime bem a mentalidade superficial e otimista de Fleury. Fisionomia inteligente, risonha, despreocupada, porte nobre mas distendido, de homem pouco afeito à luta, o Cardeal parece fruir todas as venturas desta vida no exercício das altas funções eclesiásticas e civis cuja pompa é manifestada no quadro pela riqueza dos móveis, abundância e fausto dos panejamentos”.

O Cardeal Fleury apoia a 3ª força

     “Quando o Cardeal Fleury foi chamado ao posto de Ministro de Luiz XV, e teve o encargo de prover os benefícios eclesiásticos, alegrou-se com a existência do terceiro partido.

     “Nele via o Ministro os homens da paz, que evitariam toda perturbação no reino. De maneira que, embora desejasse a submissão a Roma, considerava mais urgente manter a tranqüilidade pública. Esta preocupação orientou toda a política eclesiástica de Fleury. Não lhe agradavam os “constitucionários”. Também não apoiava abertamente os “apelantes”. Suas predileções eram para os da terceira força, não obstante notar neles simpatias e tendências jansenistas. Foi nas fileiras da terceira força que Fleury recrutou os candidatos ao Episcopado, e, com a prudência que o caso pedia, foi substituindo no governo das dioceses os “constitucionários” por elementos do grupo intermediário”.

         “Os homens da terceira posição, sob a capa de neutralidade, eram dedicados agentes da causa jansenista e que à seita prestavam o mais precioso dos serviços”.

Em linguagem atual dir-se-ia que a terceira força corresponde à mentalidade do “centrão”.  O que o Cardeal Fleury fez no campo espiritual o Centrão faz no campo político.

Fonte: https://www.pliniocorreadeoliveira.info/5208_Como_se_prepara_uma_revolucao_01.htm

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