Prazer, felicidade e cumprimento do dever 

      Continuamos a publicação de trechos do pensamento do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira  explanando os princípios e a doutrina da Contra Revolução (*) baseados no ensinamento tradicional dos Papas e na Lei Natural. Alicerces sólidos para a formação da juventude e edificação de um Brasil em oposição às garras da esquerda. (subtítulos nossos).

       “Há um nexo entre o conceito de alegria e o de felicidade. O homem feliz tem alegria, o homem alegre é feliz. Nosso Senhor Jesus Cristo foi feliz? São Francisco de Sales, outros autores espirituais dizem: Ele foi feliz durante a vida inteira e conservou na fina ponta da alma – portanto, não na sua sensibilidade, mas na parte mais alta da alma – Ele conservou sua alegria até mesmo na Paixão, até mesmo no Horto das Oliveiras quando bebeu o cálice, quando suou sangue, até mesmo no alto da Cruz quando Ele disse o “consumatum est”.

É preciso reencontrar o sentido de felicidade 

     “Então, o que é a felicidade? Eis aí mais uma palavra cujo sentido tem que ser reencontrado para compreendermos o que querem dizer os antigos autores espirituais ao empregá-la. A felicidade e a alegria, o que são?

      “Nós compreendemos mais facilmente o conceito de alegria e depois chegaremos ao de felicidade. É alegre o homem que compreende, o homem que sabe que faz o que deve fazer e que sente aquele bem-estar de alma decorrente de cumprir o seu dever e querer fazer o que deve fazer. Isso dá alegria.

      “Se o homem faz aquilo que deve fazer, ele tem a boa alegria. Quer dizer, ele tem a alegria que vem do fato de fazer o que deve fazer. Se faz o que não deve fazer, ele tem má alegria.  O que é a felicidade? É a posse habitual dessa verdadeira alegria”. (1)

Dois conceitos de felicidade: gozo da vida ou cumprimento do dever?

      Prossegue o Prof. Plinio comentando o choque dos dois ideais de vida, o choque dos dois conceitos que se opõem:

       “Um é o conceito segundo o qual a felicidade nesta terra consiste em gozar a vida, e outro é o conceito segundo o qual, nesta terra mesmo, a felicidade consiste em ter conhecido o verdadeiro ideal e o ter servido heroicamente, com sacrifício, ainda que pesadíssimo. E com tanto mais alegria quanto mais pesado foi o sacrifício.

        São “duas considerações, dois modos de ver que se apartam diametralmente um do outro. Uma consideração é de tal maneira grande, que ela é até incalculável. Tudo o que nós possamos excogitar, para nos dar uma ideia do que é que pode ser a nossa felicidade no Céu, não é de nenhum modo suficiente para compreender o abismo de felicidade em que está imersa a última das almas do Céu. Porque é uma felicidade completa. Tem graus, mas é completa. Para cada um ela é completa. O mesmo se pode dizer (da infelicidade, dos tormentos dos precitos) no inferno”.

      “Esta é a tese dos paraquedistas franceses: “Mais vale a pena ser águia um minuto, do que sapo a vida inteira“.(2)

(*) https://www.pliniocorreadeoliveira.info/RCR.pdf

(1)https://www.pliniocorreadeoliveira.info/Mult_720929_santoodilon4.htm#.XNNS_I5KguU(2)https://www.pliniocorreadeoliveira.info/DIS_SD_720916_felicidade_idealista_egoista.htm

 

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